Diminuição de transplantes em Portugal em estudo

Governo cria grupo de trabalho

28 dezembro 2012
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A determinação das causas possíveis para a redução de transplantes de órgãos em Portugal é o objetivo de um grupo de trabalho criado pelo Governo.


O despacho que foi assinado pelo secretário de Estado-Adjunto da Saúde, Leal da Costa, e ao qual a agência Lusa teve acesso, menciona que a transplantação de órgãos, tecidos e células "reveste-se de importância primordial para a saúde dos portugueses". Desde 2010 "tem-se assistido a uma diminuição progressiva das colheitas de órgãos e uma consequente diminuição de transplantes de órgãos", refere ainda o despacho.


Coordenado pelo presidente do conselho diretivo do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, Hélder Trindade, o grupo visa "avaliar exaustivamente as possíveis causas para a diminuição de transplantações de órgãos em Portugal e propor medidas corretivas".
 

Segundo o Governo, esta diminuição "é regionalmente assimétrica e não atinge os diferentes órgãos e tecidos da mesma forma", estando "evidentemente associada a uma diminuição da mortalidade por AVC e acidentes rodoviários em jovens e, no caso da transplantação hepática, a uma diminuição de transplantações sequenciais deste órgão".


Sendo assim, torna-se "necessário compreender a situação a nível nacional e introduzir os mecanismos corretores que forem possíveis e adequados".


A 30 de novembro o Parlamento aprovou novas regras para a recolha de órgãos para transplantação, mas rejeitou uma proposta do Bloco de Esquerda que pedia a realização de uma auditoria para esclarecer a diminuição do número de transplantes em 2012.


A proposta do Governo transpôs para a legislação portuguesa normas europeias sobre esta matéria, aprovando um novo regime “de garantia de qualidade e segurança dos órgãos de origem humana destinados à transplantação no corpo humano”.
 

Dados da Autoridade para os Serviços do Sangue e da Transplantação (ASST), citados pelos bloquistas na altura, apontam que foram recolhidos 131 órgãos em dadores-cadáver, o que representa um decréscimo de 16,5% relativamente ao mesmo período em 2011.
 

Ainda segundo o Bloco de Esquerda, registaram-se 358 transplantes no primeiro semestre de 2012, “o que representa uma baixa de 22% face a 2011 (menos 100 transplantes efetuados)”.


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