Dieta vegetariana pode prejudicar as crianças

Estudo revela os feitos nocivos de uma alimentação sem proteínas

01 março 2005
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Obrigar as crianças a seguirem uma dieta vegetariana radical – ou seja, não consumirem carne, leite e seus derivados – não é ético e pode afectar o seu desenvolvimento.
 

 

O alerta partiu de uma investigadora norte-americana, Lindsay Allen, do Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
 

 

Um estudo feito por Allen entre crianças africanas em idade escolar sugere que duas colheres de carne por dia são o suficiente para fornecer nutrientes como vitamina B12, zinco e ferro.
 

 

As 544 crianças analisadas foram criadas com dietas baseadas em farinhas e grãos de baixo valor nutricional. Durante dois anos, todos os dias, algumas dessas crianças receberam suplementos equivalentes a duas colheres cheias de carne moída.
 

 

Os dois outros grupos receberam diariamente um copo de leite ou um suplemento de óleo com mesmo equivalente de energia. A dieta de um terceiro grupo foi deixada inalterada.
 

 

As mudanças observadas nas crianças que comeram carne e, em menor medida, beberam leite ou óleo foram dramáticas.
 

 

Passados dois anos, essas crianças cresceram mais e tiveram melhor desempenho na solução de problemas e testes de inteligência do que as outras. Também se tornaram mais activas, faladoras e participativas na escola.
 

 

A inclusão de carne ou leite nas dietas das crianças praticamente eliminou as altas taxas de deficiência de vitamina B12 que foram observadas anteriormente.
 

 

A professora Allen disse que, embora a pesquisa tenha sido feita numa comunidade africana pobre, a sua mensagem é altamente relevante para as pessoas em países desenvolvidos.
 

Embora admita que os adultos possam evitar alimentos de origem animal, caso tomem suplementos necessários, a investigadora classifica a mesma alimentação nas crianças como «criminosa».
 

 

Lindsay Allen criticou especialmente os pais que impõem um estilo de vida vegetariano radical aos seus filhos, negando o acesso ao leite, queijo, manteiga e carne. «Não há absolutamente qualquer dúvida de que não é ético que os pais criem os seus filhos como vegetarianos rígidos», apontou a cientista.
 

 

Segundo a médica, os danos para as crianças começa quando estão a crescer no útero e continua depois do nascimento. «Já foram feitos estudos suficientes que mostram claramente que quando as grávidas evitam todos os alimentos de origem animal, os seus bebés nascem mais pequenos, crescem muito lentamente e seu desenvolvimento é atrasado, possivelmente de forma permanente».
 

 

A cientista lançou o aviso durante encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Washington.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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