Dieta suplementada com cetonas protege contra os danos da Alzheimer

Estudo publicado na revista “Journal of Neuroscience”

17 dezembro 2019
  |  Partilhar:
Investigadores internacionais desenvolveram um estudo que revela que uma alimentação enriquecida em cetonas previne a morte de neurónios na doença de Alzheimer.
 
No início da doença de Alzheimer o cérebro fica demasiado excitado, possivelmente devido à perda de interneurónios inibidores, ou GABAérgicos, que impedem os outros neurónios de sinalizar demasiado.
 
Os interneurónios necessitam de mais energia do que os outros e por isso são mais suscetíveis de morrer por causa da proteína beta-amiloide da Alzheimer. 
 
A beta-amiloide danifica a mitocôndria (fonte de energia da célula) ao interferir com a proteína SIRT3 que protege os neurónios e as funções da mitocôndria.
 
A equipa de investigadores reduziu geneticamente os níveis de SIRT3 em ratos com modelos da doença. Estes animais mostraram uma maior taxa de mortalidade, convulsões mais violentas e mais mortalidade dos interneurónios, comparando com controlos ou modelos normais da Alzheimer.
 
Contudo, os ratos com reduzidos níveis da proteína SIRT3 tiveram menos convulsões e menos probabilidade de morrer quando foram alimentados com uma dieta rica em cetonas, um tipo de ácido gordo. A dieta também aumentou os níveis da proteína.
 
Aumentar a SIRT3 através do consumo de cetonas pode ser uma forma de proteger os neurónios e atrasar a progressão da Alzheimer.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentar