Dieta rica em potássio diminui risco de AVC

Estudo publicado na edição online da “Stroke”

14 setembro 2011
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As pessoas que comem muitas frutas, verduras e produtos lácteos, alimentos ricos em potássio, são menos propensas a sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), sugere um estudo publicado na edição online da revista “Stroke”.

 

Estes novos dados são resultado de uma análise de 10 estudos internacionais, envolvendo mais de 200 mil pessoas a partir da meia-idade.

 

O risco de AVC diminuiu conforme aumentou a ingestão de potássio. Cada aumento de 1.000 miligramas (mg) de potássio por dia conduziu a uma diminuição de 11% na probabilidade de sofrer um AVC nos próximos 5 a 14 anos.

 

Contudo, os cientistas referem tratar-se de um benefício modesto, e que as descobertas não provam que é o potássio, em si, que produz o efeito positivo, mas fortalecem as provas já existentes do seu potencial, disse, em comunicado de imprensa, a líder da investigação, Susanna C. Larsson, do Instituto Karolinska, Estocolmo, na Suécia.

 

“Dado que os alimentos ricos em potássio são geralmente mais saudáveis, incluindo feijão, uma variedade de frutas e legumes, e lacticínios de baixo teor de gordura, os resultados oferecem um motivo a mais para as pessoas comerem mais o mineral”, advertiu a investigadora.

 

O potássio é um electrólito necessário para manter o equilíbrio de fluidos no corpo. Também está envolvido no controlo dos nervos e dos músculos, e na regulação da pressão arterial. Vários estudos têm sugerido que dietas ricas em potássio ajudam a manter os níveis saudáveis da pressão arterial e, possivelmente, protegem contra doenças cardíacas e AVC.

 

Das quase 270 mil pessoas do estudo, 8.695 (cerca de uma em 30) sofreram AVC. Mas a descida do risco AVC, avaliado com cada aumento de 1.000 mg de potássio, ocorreu mesmo tendo em conta factores como idade, hábitos de exercício e tabagismo.

 

O potássio foi especificamente relacionado a um risco reduzido de AVC isquémico, que representa cerca de 80% de todos os AVC. Contudo, o mineral não foi relacionado a um menor risco de AVC hemorrágico. Os cientistas não sabem explicar o facto, pois apenas alguns estudos analisados tinham dividido os AVC em subtipos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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