Dieta rica em peixe ajuda a manter os ossos fortes

Estudo da Northeastern University

06 abril 2011
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Os idosos que comem grandes quantidades de peixe preservam a densidade mineral óssea melhor do que pessoas que não consomem as mesmas quantidades deste alimento, revela um estudo da Northeastern University, nos EUA, publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”.

 

O estudo não prova que estes hábitos alimentares tornem os ossos mais fortes, mas os cientistas acreditam que a combinação de diferentes óleos presentes nos peixes (como os ácidos gordos ómega 3) protege os ossos de perderem massa ao longo do tempo.

 

O estudo apontou, no entanto, que a prevenção da perda mineral óssea não é tão simples quanto aumentar os níveis de ómega 3 na dieta alimentar. Na meta-análise (revisão de vários estudos), liderada por Katherine Tucker, foram analisados dados de investigações sobre os hábitos alimentares de mais 600 idosos que moravam em Framingham, Massachusetts, EUA, durante as décadas de 80 e 90.

 

As medições da densidade óssea (nas ancas) foram feitas com quatro anos de diferença.

 

Verificou-se que as mulheres que comiam três ou mais porções semanais de peixes escuros, como salmão ou cavala, tinham menor quantidade de perda mineral óssea quatro anos mais tarde, em comparação com as mulheres que comiam menos peixe. Os homens que comiam peixes escuros, como atum, pelo menos três vezes por semana também tinham menos perda óssea do que outros homens.

 


O estudo não prova que o peixe é a causa das diferenças na perda de massa óssea, mas apenas que os dois factores estão associados. Os peixes são ricos em ácidos gordos ómega 3, EPA (ácido eicosapentenóico) e DHA (ácido docosahexaenóico). Os investigadores decidiram analisar quanto de ambos os ácidos gordos, ómega 3 e ómega 6, comiam as pessoas nas suas dietas alimentares.

 

Verificaram que os dois ácidos gordos estão envolvidos na densidade óssea. Níveis elevados de ácido gordo ómega 6, chamado de ácido araquidónico, estavam relacionados a uma menor perda óssea nas mulheres, mas só quando as mulheres também consumiam altos níveis de gorduras ómega 3.

 

Em comunicado enviado à imprensa, os cientistas explicam que se deve tratar de um equilíbrio, dado que se tiver níveis muito baixos de ácido araquidónico, não teremos os benefícios do ómega 3. Para colmatar essa falta, os cientistas sugerem a toma de um suplemento (da substância em falta) para se produzir um bom efeito. Até porque, referem os cientistas, no caso dos homens foi verificado que níveis elevados de ácido araquidónico e baixos de ómega 3 foram relacionados a uma maior perda de massa óssea.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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