Dieta rica em gordura prejudica feto

Bebés podem sofrer para o resto da vida...

26 fevereiro 2003
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Mulheres que têm uma dieta rica em gordura durante a gravidez podem estar a aumentar os riscos de os seus filhos desenvolverem problemas de coração ao longo da vida.
 

 

Essa foi a conclusão a que chegou uma equipa de investigadores que alimentaram ratos com uma dieta rica em banha, semelhante à proporcionada por uma alimentação baseada em fast food.
 

 

Os autores do estudo constataram que as crias dos animais tinham mais probabilidades em desenvolver problemas cardiovasculares.
 

 

Os investigadores foram financiados por uma ONG ligada à saúde de bebés, e pela Fundação Britânica do Coração, e afirmaram que o estudo poderá servir de guia para as futuras mães.
 

 

Durante o estudo, os ratos foram alimentados com uma dieta de ração normal ou com outra rica em gordura animal antes e depois da gravidez. Ao invés, as crias foram alimentadas com uma dieta normal e saudável e avaliados os seus batimentos cardíacos e pressão sanguínea. Na meia idade, tanto as crias macho quanto as fêmeas apresentavam sinais de danos arteriais com níveis anormais de gordura no sangue. Mas a tensão alta só foi registrada nas crias fêmeas.
 

 

Uma dieta muito rica em gorduras é um problema comum entre mulheres grávidas, principalmente nos países ocidentais. Paul Taylor, médico da Unidade de Investigação Maternal e Fetal do St. Thomas Hospital, em Londres, confirma o alerta. Em entrevista à BBC, o especialista lança alguns alertas: «Nós provamos que uma dieta tipicamente ocidental, rica em gordura animal, como por exemplo o fast food, durante a gravidez pode “programar” permanentemente anomalias metabólicas e cardiovasculares no feto em desenvolvimento».
 

 

Mesmo com uma dieta normal ao longo da vida, esses adultos desenvolvem doenças com perfis típicos das sociedades ocidentais, como números anormais de lipídios no sangue (gordura), resistência à insulina e hipertensão.
 

 

E concluiu: «Se os resultados forem aplicáveis à gravidez humana, a “programação fetal” de doenças em adultos em consequência da dieta de gorduras materna pode ter graves implicações tanto para a nossa compreensão das causas dos problemas cardiovasculares quanto para a saúde pública em geral».
 

 

Taylor disse ainda que os resultados indicam que crianças do sexo feminino podem ser mais vulneráveis que os rapazes aos efeitos de uma dieta rica em gordura de suas mães. Para evitar esta situação, os especialistas aconselham todas as grávidas a não consumirem gorduras que ultrapassem 30 por cento das calorias na dieta diária.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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