Dieta rica em fibra na gravidez reduz risco de asma na criança

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

01 julho 2015
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As mulheres que durante a gravidez consomem uma dieta rica em fibras poderão reduzir o risco de o seu filho desenvolver asma, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Communications”.


O estudo realizado pelos investigadores da Universidade de Monash, na Austrália, sugere que uma dieta rica em fibra altera a flora intestinal durante a gravidez, conduzindo à produção de substâncias anti-inflamatórias que suprimem os genes associados à asma.


Para chegarem a estas conclusões, os investigadores, liderados por Alison Thorburn, alimentaram fêmeas de ratinhos durante o terceiro trimestre de gravidez com uma dieta com elevado, moderado ou baixo teor de fibra. Quando os ratinhos nascidos destas fêmeas atingiram a idade adulta foram expostos a ácaros que despoletam asma nos humanos.


O estudo apurou que os ratinhos cujas mães foram alimentadas com uma dieta rica em fibra durante a gravidez não desenvolveram sintomas de asma, contrariamente aos ratinhos alimentados com uma dieta com baixo teor de fibra.


Os investigadores verificaram que os ratinhos alimentados com uma dieta rica em fibras apresentavam alterações na flora intestinal. Verificou-se que estes animais produziam metabolitos anti-inflamatórios quando as fibras eram digeridas. Estes metabolitos circulavam na corrente sanguínea e viajavam do útero para o feto, suprimindo os genes Foxp3 associados ao desenvolvimento da asma.


De forma a tentar verificar se estes resultados também se verificaram nos humanos, os investigadores analisaram amostras de sangue e a dieta de 40 mulheres grávidas. Foi também analisada a frequência com que os bebés iam, no primeiro ano de vida, a consulta médicas devido a sintomas respiratórios.


Os investigadores constataram que as mulheres que tinham consumido uma dieta rica em fibras durante a gravidez também apresentavam níveis mais elevados de metabolitos anti-inflamatórios no sangue. Os filhos destas mulheres tinham também uma probabilidade menor de terem ido a consultas médicas duas ou mais vezes devido a queixas respiratórias, no primeiro ano de vida.


“Uma maior ingestão de fibra suprime a expressão de determinados genes nos pulmões dos fetos dos animais que estão associados à asma nos humanos e à doença das vias aéreas alérgicas nos ratinhos. Assim a dieta que atua na flora intestinal afeta profundamente a resposta das vias aéreas e poderá representar uma abordagem para impedir a asma, incluindo durante a gravidez”, concluíram os investigadores.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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