Dieta pobre em hidratos de carbono reduz pressão arterial

Estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”

01 fevereiro 2010
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Uma dieta pobre em hidratos de carbono ajuda as pessoas a perder tanto peso como uma dieta com baixo teor de gordura conjugada com o orlistato, fármaco para a perda de peso. Adicionalmente, a dieta pobre em hidratos de carbono poderá ainda ajudar a reduzir a pressão arterial, revela um estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”.

 

Para este estudo, os investigadores da Duke University Medical Center, nos EUA, contaram com a participação de 146 indivíduos com excesso de peso ou obesos, os quais foram aleatoriamente submetidos à dieta pobre em hidratos de carbono ou à dieta com baixo teor de gordura conjugada com o orlistato. Em média, os participantes tinham cerca de 52 anos e um índice de massa corporal de 39 (acima dos 30 é considerado obesidade).

 

A dieta pobre em hidratos de carbono começou com a ingestão de 20 g de hidratos de carbono por dia. Por seu turno, o grupo ao qual estava a ser administrado o orlistato recebia 120 mg deste fármaco três vezes ao dia e menos de 30% das suas calorias provenientes de gordura.

 

Após 48 semanas, o estudo revelou que os participantes submetidos à dieta pobre em hidratos de carbono perderam cerca de 9,5% do seu peso enquanto os participantes do outro grupo perderem 8,5%.

 

Os investigadores constataram que os níveis do colesterol HDL, “bom” colesterol, e dos triglicerídeos melhoraram em ambos os grupos. Contudo, os níveis do colesterol LDL, “mau” colesterol, só diminuíram no grupo ao qual estava a ser administrado o orlistato. Relativamente aos níveis de insulina e aos marcadores da glicose, estes melhoraram apenas no grupo submetido à dieta pobre em hidratos de carbono. Adicionalmente, esta dieta também contribuiu para uma diminuição mais significativa da pressão arterial do que a dieta de baixo teor de gordura conjugada com o orlistato. A pressão arterial sistólica diminui 5,9 mmHg na dieta pobre em hidratos de carbono e 1,5 mmHg no grupo que estava a tomar o orlistato. Reduções semelhantes foram observadas para a pressão arterial diastólica.

 

Vários estudos têm sido realizados com o objectivo de determinar a melhor forma de emagrecer dado que a obesidade pode contribuir significativamente para o desenvolvimento de muitas doenças, incluindo doenças cardíacas, diabetes e muitos tipos de cancro. Na opinião de Karen Congro, directora do Wellness for Life Program at The Brooklyn Hospital Center, em Nova Iorque, a perda de 5% a 10% de peso pode ter efeitos positivos na pressão arterial, colesterol e controlo da glicose.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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