Dieta ocidental pode ser fatal para os pacientes com cancro da próstata

Estudo publicado na revista “Cancer Prevention Research”

03 junho 2015
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A adoção da dieta ocidental, que inclui o consumo de carne vermelha e processada bem como ingestão de produtos lácteos com elevado teor de gordura e cereais refinados, pode aumentar o risco de morte para os pacientes com cancro da próstata, comparativamente com uma dieta rica em vegetais, fruta, peixe, cereais e gorduras saudáveis, defende um estudo publicado na revista “Cancer Prevention Research”.


“Atualmente existem poucas evidências que permitam aconselhar os homens com cancro da próstata de que forma podem modificar o seu estilo de vida para melhorar a sobrevivência. Os nossos resultados sugerem que a adoção de uma dieta saudável para o coração pode beneficiar estes homens, reduzindo especificamente o risco de morrerem de cancro da próstata", revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Jorge Chavarro.


De acordo com os investigadores da Escola de Saúde Pública de Harvard T.H. Chan, nos EUA, até à data apenas um estudo avaliou o potencial papel desempenhado pelos padrões dietéticos após o diagnóstico do cancro da próstata, concluindo que a adesão à dieta ocidental não estava associada à mortalidade resultante do cancro da próstata.


Neste estudo, os investigadores contaram com a participação de 926 homens que tinham sido diagnosticados com cancro da próstata. Os pacientes foram acompanhados ao longo de 14 anos após o diagnóstico e agrupados em quartis, tendo em conta se seguiam uma dieta ocidental ou um padrão de dieta mais “prudente” com um elevado consumo de vegetais, fruta, peixe, legumes e cereais integrais. Ao longo do período de acompanhamento, 333 pacientes morreram e 56 destas mortes foram atribuídas ao cancro da próstata.


O estudo apurou que os homens que adotavam mais de perto uma dieta ocidental (quartil mais elevado) apresentavam um risco duas vezes e meia superior de morte associada ao cancro da próstata e um risco 67% maior de morte por qualquer causa, comparativamente com os homens incluídos no quartil mais baixo. O homens que adotaram uma dieta prudente apresentaram um risco 36% menor de morte por qualquer causa.


“Estes resultados são encorajadores e acrescentam mais informação à escassa literatura sobre esta área, mas é importante ter em conta que todos os participantes do estudo são médicos e a maioria brancos. Desta forma, é muito importante que os nossos resultados sejam replicados em estudos com uma maior diversidade socioeconómica bem como diversas origens raciais/étnicas", conclui um dos autores do estudo, Meng Yang.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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