Dieta ocidental aumenta o risco de morte prematura

Estudo publicado no “The American Journal of Medicine”

18 abril 2013
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A adoção de uma dieta ocidental, rica em fritos e doces, aumenta o risco de morte prematura, sugere um estudo publicado no “The American Journal of Medicine”.
 

"O impacto da dieta nas doenças associadas à idade tem sido estudado extensivamente, mas poucas investigações têm adotado uma abordagem mais holística para determinar a associação da dieta com a saúde em idades mais avançadas”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Tasnime Akbaraly.
 

Neste estudo, os investigadores do Inserm, na França, contaram com a participação de 3.775 homens e 1.575 mulheres, com uma idade média de 51 anos. Ao longo dos 16 anos do período de acompanhamento, os investigadores analisaram os dados clínicos de cada participante, bem como os padrões de dieta adotados e a sua aderência ao Alternative Healthy Eating Index (AHEI). De acordo com os investigadores, o AHEI é um índice utilizado para calcular a qualidade da dieta, bem como fornecer orientações dietéticas para ajudar a combater doenças crónicas, nomeadamente doenças cardiovasculares e diabetes.
 

O estudo apurou que 4% dos participantes apresentavam um envelhecimento ideal, ou seja, sem condições crónicas e com um elevado desempenho nos testes físicos, mentais e cognitivos. Cerca de 12,7% dos participantes tinham sofrido um evento cardiovascular não fatal, 7,3% tinham falecido por razões não cardiovasculares e 73,2% apresentavam um envelhecimento normal.
 

Os investigadores constataram que os participantes com baixa adesão ao AHEI apresentaram um risco aumentado de morte cardiovascular e não cardiovascular. Os que seguiam uma dieta ocidental encontravam-se  longe de terem um envelhecimento ideal.
 

“Através deste estudo demonstrámos que a adoção de recomendações dietéticas específicas, como aquelas fornecidas através do AHEI, pode ser útil para reduzir o risco de um envelhecimento pouco saudável. Adicionalmente, caso a dieta ocidental seja evitada, é possível chegar a idades mais avançadas sem doenças crónicas e com um desempenho funcional elevado”, referiu o investigador.
 

Tasnime Akbaraly acrescenta que uma melhor compreensão da distinção entre os comportamentos de saúde que oferecem proteção contra as doenças e aqueles que ajudam as pessoas a alcançar um envelhecimento ideal poderá ajudar na prevenção no domínio da saúde pública.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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