Dieta mediterrânica reduz risco de doença arterial periférica

Estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”

24 janeiro 2014
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A adoção de uma dieta mediterrânica suplementada com azeite ou frutos secos de casca rija diminui o risco de desenvolvimento de doença arterial periférica, segundo um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Navarra, Espanha, contaram com a participação de 7.447 homens e mulheres que tinham idades compreendidas entre os 55 e os 80 anos. No início do estudo os participantes não apresentavam sinais de doença cardiovascular ou doença arterial periférica, uma condição caracterizada pela acumulação de depósitos de gordura nas artérias de uma ou várias regiões do organismo e consequente diminuição do fluxo sanguíneo nestas áreas. No entanto, os participantes tinham diabetes tipo 2 ou um mínimo de outros três fatores de risco cardiovascular.
 

Os indivíduos foram aleatoriamente divididos em três grupos distintos. O primeiro adotou uma dieta mediterrânica suplementada com azeite, um segundo seguiu a mesma dieta mas suplementada com furtos secos de casca rija, e o terceiro, que funcionou como grupo de controlo, adotou uma dieta com baixo teor de gorduras. Todos os participantes foram acompanhados desde 2003 até 2012, tendo também ingressado num programa de educacional dietético a cada três meses.
 

Os investigadores verificaram que ao fim de 4,8 anos havia 89 novos casos confirmados de doença arterial periférica. Contudo, foi verificado que comparativamente com o grupo de controlo, os participantes que tinham adotado qualquer uma das dietas mediterrânicas, suplementada com azeite ou com frutos secos de casca rija, apresentavam um risco significativamente menor de doença arterial periférica.
 

“Este é o primeiro estudo que sugere que há uma associação entre uma intervenção dietética e a redução de doença arterial periférica. Estes resultados são consistentes com os estudos observacionais prévios e são relevantes para a saúde pública”, referiram, em comunicado de imprensa, os investigadores liderados por Miguel Ruiz-Canela.
 

Um outro autor do estudo, Miguel Ángel Martínez-González, acrescentou ainda que recentemente também foi demonstrado que a adoção da dieta mediterrânea era também capaz de reduzir o risco de enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e diabetes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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