Dieta mediterrânica faz diminuir risco cardiovascular em 47%

Estudo a apresentar nas Sessões Científicas do Colégio Americano de Cardiologia

10 março 2015
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O seguimento rigoroso da dieta mediterrânica faz decrescer o risco de doença cardiovascular em 47%, em comparação com quem não segue aquele tipo de dieta de forma rigorosa, são as conclusões de um estudo grego.
 
Conduzido pela Universidade Harokopio, em Atenas, o estudo evidencia os resultados de estudos anteriores que demonstraram os benefícios para a saúde, incluindo cardiovasculares, da dieta mediterrânica. Adicionalmente, observou-se que a mesma teve efeitos mais protetores sobre os participantes do que a prática de exercício físico.
 
Ekavi Georgousopoulou, aluno de doutoramento naquela universidade e um dos autores do estudo, comenta que “o nosso estudo demonstra que a dieta mediterrânica constitui uma intervenção benéfica para todos os tipos de pessoas, de ambos os sexos, de todas as faixas etárias e tanto para pessoas saudáveis como as que têm problemas de saúde”.
 
O docente e investigador acrescenta ainda que o estudo demonstrou que “a dieta mediterrânica exerce benefícios diretos sobre a saúde do coração, para além dos seus benefícios indiretos na gestão da diabetes, hipertensão e inflamação”.
 
Para o estudo, a equipa de investigadores contou com 2.500 adultos gregos, com idades compreendidas entre os 18 e os 89 anos, que foram seguidos entre 2001 e 2012. No início do estudo a equipa recolheu informação detalhada sobre o estado de saúde, estilo de vida e dieta dos participantes. Foi pedido a estes que disponibilizassem o mesmo tipo de dados 5 e 10 anos após o início do estudo.
 
Dos participantes, perto de 20% dos homens e 12% das mulheres desenvolveram ou morreram de doença cardíaca, incluindo AVC, doença cardíaca coronária causada pela acumulação de placa nas artérias coronárias, síndromes coronários agudos (como enfarte agudo do miocárdio) e outras doenças.
 
Os hábitos nutricionais dos participantes foram avaliados numa escala de 1 a 55, com base em informação adiantada pelos mesmos relativamente à frequência e índice de consumo de alimentos de 11 grupos. 
 
O terço dos participantes com a pontuação mais elevada relativamente à adesão a uma dieta mediterrânica apresentaram uma probabilidade 47% mais baixa de desenvolverem doença cardíaca do que o terço com as pontuações mais baixas de adesão àquele tipo de alimentação, durante o período de acompanhamento.
 
Estas conclusões mantiveram-se mesmo após terem tido em conta outros fatores de risco, como a idade, hábitos tabágicos, hipertensão, colesterol elevado, índice de massa corporal, diabetes etc., fatores esses que foram ajustados para a análise dos investigadores. 
 
Rica em frutos de casca rija, fruta e legumes frescos, leguminosas, peixe e azeite, a dieta mediterrânica é fácil de seguir em qualquer lugar do mundo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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