Dieta mediterrânea: torna células cancerígenas mortais

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

23 maio 2013
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Um composto abundante na dieta mediterrânea, a apigenina, é capaz de impedir a imortalidade das células cancerígenas, dá conta um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

Muito do que se conhece sobre os benefícios para a saúde de determinados nutrientes é baseado em estudo epidemiológicos, os quais têm demonstrado que há uma associação positiva entre o consumo de alimentos específicos e uma vida mais saudável. No entanto, em muitos casos ainda não se conhece ao certo de que modo atuam as moléculas presentes nos alimentos, especialmente no que diz respeito à redução do risco de cancro.
 

Neste estudo, os investigadores da Ohio State University, nos EUA, constataram que a apigenina, encontrada habitualmente na salsa, aipo e chá de camomila, é capaz de impedir que as células cancerígenas inibam a sua própria morte.
 

O estudo também apurou que a apigenina se associa a 160 proteínas diferentes no organismo, sendo a mais relevante a hnRNPA2. Os investigadores explicam que esta proteína influencia a atividade do ARN mensageiro, o qual contém as instruções necessárias para a produção das proteínas. A produção do ARN mensageiro resulta do “splicing” ou modificação do ARN, que ocorre como parte do processo de ativação dos genes.
 

Os autores do estudo revelaram que cerca de 80% dos cancros são causados por anomalias neste processo de modificação do ARN. Enquanto o ARN das células saudáveis sofre apenas uma modificação, o das células cancerígenas sofre duas.
 

Os investigadores observaram que a associação da apigenina à hnRNPA2 restaurava o processo normal de modificação do ARN nas células do cancro da mama, conduzindo à morte programada das células cancerígenas ou à sua maior sensibilidade aos fármacos quimioterápicos.
 

Um dos colíderes do estudo, Andrea Doseff, refere que quando se consomem alimentos saudáveis, o que se está a promover é a normal modificação do ARN das células cancerígenas e consequentemente a sua morte natural. Na opinião dos investigadores estes resultados podem ajudar no desenvolvimento de uma potencial estratégia de prevenção contra o desenvolvimento do cancro.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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