Dieta mediterrânea reduz risco de cancro do endométrio

Estudo publicado no “British Journal of Cancer”

01 junho 2015
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A adoção da dieta mediterrânea pode reduzir em mais de metade o risco de as mulheres desenvolverem cancro do endométrio, revela um estudo publicado no “British Journal of Cancer”.
 

O estudo levado a cabo pelos investigadores do Instituto IRCCS-Istituto di Ricerche Farmacologiche, em Itália, sugere que a combinação de alimentos ricos em antioxidantes, fibras, fitoquímicos e ácidos gordos insaturados podem ter efeitos benéficos contra a maioria dos cancros que afetam os órgãos reprodutores femininos.
 

Para o estudo, os investigadores, liderados por Cristina Bosetti, analisaram as dietas de mais de 5.000 mulheres italianas de forma a perceber o seu grau de adesão à dieta mediterrânea e se tinham desenvolvido cancro do endométrio.  
 

Os investigadores dividiram a dieta em nove componentes diferentes e mediram a adesão das mulheres a estes. Os componentes avaliados incluíram: elevado consumo de vegetais, fruta e frutos secos de casca rija, legumes, cereais, batatas, peixe, elevada ingestão de gorduras monoinsaturadas comparativamente com as saturadas, baixo consumo de carne e produtos lácteos, e ainda consumo moderado de álcool.
 

O estudo apurou que as mulheres que aderiram mais à dieta mediterrânea, consumindo entre seis a nove dos grupos de alimentos benéficos, diminuíram o risco de desenvolvimento do cancro do endométrio em cerca de 57%. O consumo regular de seis componentes reduziu o risco em 46% e o consumo de cinco componentes diminui o risco de desenvolvimento deste tipo de cancro em 34%. Contudo, verificou-se que as mulheres que consumiram menos de cinco componentes não apresentaram uma diminuição significativa relativamente ao risco de desenvolvimento do cancro do endométrio.
 

“O nosso estudo mostra o impacto que uma dieta saudável e equilibrada pode ter no risco das mulheres desenvolverem cancro do endométrio. Isto dá mais peso à nossa compreensão de como as nossas opções diárias, nomeadamente o que ingerimos e quão ativos somos, afetam o nosso risco de cancro”, revelou, em comunicado de imprensa, Cristina Bosetti.
 

De acordo com Julie Sharp, do Instituto para a Investigação do Cancro, no Reino Unido, embora já saibamos que o envelhecimento e o excesso de peso aumentam o risco de cancro do endométrio, a ideia de que a dieta mediterrânea pode ajudar a reduzir este risco requer mais investigação.
 

“O risco de cancro é afetado pela nossa idade e genes, mas um estilo saudável pode também desempenhar um papel importante na redução do risco de alguns cancros. Não fumar, manter um peso saudável, praticar exercício físico, comer de forma saudável e diminuir o consumo de álcool ajuda a reduzir os riscos”, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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