Dieta mediterrânea protege idosos contra danos cerebrais

Estudo realizado pelo Columbia University Medical Center

15 fevereiro 2010
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A adopção da dieta mediterrânea, a qual inclui azeite, cereais integrais, peixe e fruta, poderá proteger os idosos de danos cerebrais relacionados com problemas cognitivos, revela um estudo realizado pelo Columbia University Medical Center, de Nova Iorque.

 

Estudos anteriores já haviam revelado que esta dieta estava associada a um menor risco de desenvolvimento de depressão, cancro, doenças cardiovasculares e morte prematura.

 

Para este estudo, que irá ser apresentado no congresso anual da American Academy of Neurology, os investigadores liderados por Nikolaos Scarmeas contaram com a participação de 712 homens e mulheres com uma média de 80 anos. Nenhum dos participantes tinha história de acidente vascular cerebral (AVC) e todos foram submetidos a uma ressonância magnética para a detecção de enfarte cerebral, um tipo de AVC, também chamado “AVC isquémico”, no qual há morte dos tecidos cerebrais por redução ou falta de fluxo sanguíneo.

 

O estudo revelou que havia pelos menos uma área do cérebro danificada em 238 dos participantes. Como resultado da avaliação do nível de adesão dos participantes à dieta durante os seis anos anteriores à realização da ressonância magnética, os investigadores constataram que os participantes que seguiam uma dieta mais saudável, do tipo mediterrânea, tinham menos enfartes cerebrais e AVC.

 

Os investigadores verificaram que a ocorrência de danos cerebrais era influenciada pela forma como os participantes tinham aderido à dieta. Assim, em comparação com os participantes que tinham uma baixa adesão à dieta, aqueles cuja adesão tinha sido moderada apresentavam um risco 21% menor de sofrer danos cerebrais. Por seu turno, o risco dos que tinham aderido mais à dieta era 36% menor.

 

Em estudos anteriores, Nikolaos Scarmeas já tinha demonstrado que a adopção de uma dieta mediterrânea poderia ajudar a diminuir o risco de desenvolvimento de Alzheimer e a prolongar a vida daqueles que sofriam da doença. De acordo com o líder do estudo, esta nova descoberta pode ajudar a explicar a associação à Alzheimer. Assim, aqueles que têm uma dieta mais saudável têm um menor número de enfartes cerebrais associados com o declínio cognitivo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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