Dieta mediterrânea protege contra cancro da pele

Estudo publicado na “Nutrition Reviews”

24 agosto 2010
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Uma dieta rica em antioxidantes e ácidos gordos ómega-3, comuns na alimentação das regiões do Mediterrâneo, pode ajudar a proteger contra o cancro da pele, revela um estudo publicado na revista “Nutrition Reviews”.

 

Ao penetrarem no tecido, os raios ultravioleta (UV) prejudicam a pele e o sistema imunitário, causando fotooxidação que afecta as próprias células e a capacidade do organismo de reparar os danos.

 

Neste estudo, cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, liderados por Niva Shapira, sugerem que, para além de as pessoas se resguardarem nas horas de maior calor e usarem roupa, chapéu e protector solar, uma maneira saudável de aproveitarem o sol deve passar pelos cuidados com a alimentação.

 

Segundo os investigadores, se prepararmos o corpo com antioxidantes suficientes e adequados, os danos no organismo podem ser reduzidos. Para o estudo sobre o tipo de alimentação feita na região do Mar Báltico, Niva Shapira e o professor Bodo Kuklinski, da Universidade de Rostock, na Alemanha, organizaram dois grupos. Ao primeiro foi fornecida uma bebida rica em antioxidantes, enquanto os outros consumiram bebidas comuns, como refrigerantes. Verificaram que quem ingeriu a bebida rica em antioxidantes apresentou uma redução de 50% nos produtos de oxidação no sangue no final do período de estudo de duas semanas, que incluía entre cinco a seis horas de exposição solar diária.

 

Segundo os investigadores, a dieta deve integrar azeite, peixes frescos, iogurtes, frutas e legumes coloridos, vinho tinto (com moderação), cereais integrais, feijão, para além de muita água. Alguns alimentos devem ser evitados: carne vermelha, bebidas alcoólicas e alimentos que contêm compostos fotossensibilizantes, como a salsa, o aipo, o aneto (ou endro), os coentros e os figos.

 

Para a autora do estudo, estes dados são extremamente importantes, em especial, porque vivemos um período de alterações climáticas. Com a subida da temperatura, agravam-se os efeitos prejudiciais dos raios solares UV, tornando-se cada vez mais difícil protegermo-nos eficazmente apenas com protector solar, daí a necessidade de adoptar uma mudança na dieta para garantir a saúde da pele.

 

Outros estudos já tinham demonstrado que estes antioxidantes, especialmente os carotenóides (pigmentos de frutas e vegetais, como o vermelho do tomate e da melancia e o laranja das cenouras e abóboras) se acumulam na pele, onde servem como uma primeira linha de defesa, atrasando o eritema cutâneo, condição que pode indicar o início de danos no tecido e no ADN, podendo levar ao cancro da pele.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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