Dieta da mãe associada a parto prematuro

Estudo publicado no “British Medical Journal”

10 março 2014
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As mulheres grávidas que consomem uma dieta saudável, rica em vegetais, frutas, cereais integrais e que bebem muita água, apresentam um menor risco de parto prematuro. O estudo publicado no “British Medical Journal” também refere que o consumo de batatas e vegetais cozidos também foi associado a um risco significativamente menor.
 

O parto prematuro, que ocorre antes das 37 semanas de gravidez, está associado, a curto e a longo prazo, a problemas de saúde, estando também implicado em cerca de 75% das mortes dos recém-nascidos.
 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que os hábitos dietéticos da mãe poderiam afetar diretamente a saúde da criança. Assim, neste estudo, investigadores suecos, noruegueses e islandeses decidiram analisar a associação entre a dieta materna e o parto prematuro.
 

No total foram analisados partos prematuros de 66.000 mulheres, entre 2002 e 2008, as quais não tinham diabetes. As mulheres foram convidadas a preencher um questionário para avaliação dos seus hábitos alimentares durante os primeiros quatro a cinco meses de gravidez. Foram tidos em conta fatores que poderiam afetar os resultados como a idade da mãe, antecedentes de parto prematuro e educação.   
 

Os investigadores identificaram três padrões distintos da dieta, os quais foram interpretados como prudente, ocidental e tradicional. O padrão considerado prudente incluía o consumo de vegetais, fruta, azeite, água, cereais integrais e pão rica em fibra. O padrão ocidental era composto por aperitivos salgados e doces, pão branco, sobremesas e carne processada. Por último, o padrão tradicional incluía batatas, peixe, vegetais cozidos e leite com baixo teor de gordura.
 

O estudo apurou que adoção do padrão de dieta prudente foi associada a uma redução significativa do risco de parto prematuro, especialmente nas mulheres que tinham o seu primeiro filho. Foi também verificado uma redução significativa no risco de parto prematuro nas mulheres que consumiram uma dieta tradicional. Contudo, a dieta ocidental não foi associada de modo independente com o risco de parto prematuro.
 

De acordo com os investigadores estes resultados sugerem que é mais importante aumentar o consumo de alimentos incluídos na dieta prudente do que excluir totalmente os alimentos processados, fast-food e aperitivos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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