Dieta combate violência na prisão

Plano alimentar sem manganês usado nas cadeias mexicanas

22 julho 2001
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Pôr fim à violência nas cadeias através da alimentação. Pode ser tudo apenas uma investigação, mas uma fundação mexicana para a análise da violência, Fundação de Investigação sobre Violência, quer iniciar um plano alimentar em reclusos com vista a diminuir a agressividade dentro das cadeias.
 

 

Uma dieta rica em ferro e cálcio vai ser usada para alimentar os presos, numa tentativa de contrabalançar os efeitos de excesso de manganês - elemento químico presente em certos alimentos - o qual estimula um comportamento violento, segundo um comunicado oficial difundido, na semana passada, pelas autoridades mexicanas.
 

 

As justificações para tal mudança alimentar, bem como para o aumento da violência nas cadeias mexicanas, saem com prontidão da boca de Joaquin Senderos, da Fundação de Investigação sobre Violência: "O manganês diminui a dopamina (mediador químico sintetizado pelas células nervosas, presente nos sistemas nervosos central e periférico) e este facto provoca um comportamento mais agressivo.
 

 

Este tipo de atitude tem vindo a ser detectada desde 1970 quando foram introduzidos os leites para alimentação infantil à base de soja, os quais contêm 50 vezes mais manganês do que o leite materno".
 

 

Embora os argumentos não convençam os mais cépticos, Senderos explicou à CNN que um grupo de voluntários de uma das prisões da capital mexicana irá receber a dieta, baseada em estudos clínicos elaborados pela fundação.
 

 

O objectivo da fundação é custear as despesas da alimentação, durante a fase de testes, e associar-se às universidades mexicanas para que essas realizem medições dos níveis de violência nos grupos de prisioneiros voluntários.
 

 

A fundação disse esperar que os resultados positivos desta investigação estimulem a aplicação de dietas semelhantes noutros países da América Latina.
 

 

A violência nas prisões norte-americanas desceu 38 por cento durante uma experiência semelhante que envolveu 133 prisioneiros durante seis meses.
 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fonte:CNN

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