Dieta com elevado teor de acidez aumenta risco de diabetes tipo 2

Estudo publicado na “Diabetologia”

14 novembro 2013
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A adoção de uma dieta com um elevado teor de acidez, que inclui a ingestão de produtos de origem animal, aumenta o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, sugere um estudo publicado na revista “Diabetologia”.
 

A dieta ocidental rica em produtos de origem animal e outros alimentos ácidos pode induzir a presença de uma elevada quantidade de ácido que não é compensada pela ingestão de fruta e vegetais. Isto pode causar acidose metabólica crónica e conduzir a complicações metabólicas.
 

O aumento da acidez pode reduzir a capacidade da insulina se associar apropriadamente aos seus recetores  e reduzir a sensibilidade do organismo à insulina. Com base nesta informação, os investigadores do Centro de Investigação em Epidemiologia e Saúde da População, em França, decidiram analisar se o aumento da acidez causada pela ingestão de alimentos elevava o risco de diabetes tipo 2.
 

O estudo incluiu a participação de 66.485 mulheres, as quais foram acompanhadas ao longo de 14 anos. A carga ácida das participantes foi calculada a partir carga ácida renal potencial (PRAL, sigla em inglês) e dos valores da produção endógena de ácido (NEAP, sigla em inglês), técnicas utilizadas para apurar o consumo de ácido através da dieta.
 

Ao longo do período de acompanhamento, ocorreram 1.372 novos casso de diabetes tipo 2. Aqueles cujos valores de PRAL se encontravam no quartil superior, ou seja os 25% dos participantes que consumiam uma dieta mais ácida, apresentavam um risco 56% maior de desenvolver diabetes tipo 2 comparativamente com aqueles incluídos no quartil inferior. O risco foi ainda maior para as mulheres com peso considerado normal, comparativamente com aquelas com excesso de peso. Os valores de NEAP mostraram riscos similares.
 

“Uma dieta rica em proteínas animais pode favorecer a carga ácida, enquanto a maioria das frutas formam percursores alcalinos que podem neutralizar a acidez. Contrariamente ao que a maioria da população acredita, a maioria das frutas como pêssegos, maçãs, pêras, bananas e até limões e laranjas podem diminuir a carga de ácido após serem processadas”, revelaram em comunicado d e imprensa, os autores do estudo.
 

Os investigadores demonstraram, pela primeira vez, que a carga ácida da alimentação está associada ao risco de desenvolvimento diabetes tipo 2, sendo esta associação independente de outros fatores de risco conhecidos da diabetes.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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