Dieta afeta flora intestinal dos homens e mulheres de forma diferente

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

01 agosto 2014
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Os microrganismos que vivem nos intestinos dos homens e mulheres reagem de maneira diferente à dieta, mesmo quando os regimes alimentares são idênticos, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Communications”.
 

A comunidade científica começou recentemente a dar importância ao microbioma humano, ou seja as bactérias que vivem no organismo das pessoas. A genética e a dieta podem afetar o número destes microrganismos, que por sua vez tem uma grande influência na saúde humana. Na verdade, a obesidade, diabetes, e doença inflamatória do intestino têm sido associadas a uma baixa diversidade das bactérias presentes no intestino. Assim, a ideia é desenhar tratamentos contra estas patologias e manipular os microrganismos do intestino através da dieta.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade do Texas, nos EUA, decidiram agora estudar a flora intestinal de peixes e ratinhos, tendo também analisado outros trabalhos que recolheram dados de seres humanos. Foi verificado que nos peixes e humanos a dieta afeta de forma diferente os microrganismo presentes nos intestinos dos machos e fêmeas. Enquanto em alguns casos dominam diferentes espécies, noutros, a diversidade bacteriana é mais elevada num sexo que no outro.
 

Estes resultados sugerem que as terapias desenhadas para melhorar a saúde e o tratamento de doenças através da nutrição podem necessitar de ter em conta o sexo.
 

Ainda não está claro por que motivo os homens e as mulheres reagem de forma diferente às alterações de dieta, mas os investigadores, liderados por Daniel Bolnick, apontam algumas possibilidades. As hormonas associadas a cada sexo influenciam potencialmente os microrganismos do intestino, favorecendo a presença de uma estirpe em detrimento de outra. Por outro lado, o sistema imunitário dos homens e mulheres pode afetar de forma diferente os microrganismos que vivem e morrem no microbioma.
 

Os investigadores referem ainda que uma vez que não se encontraram grandes diferenças entre os microrganismos presentes nos intestinos dos ratinhos machos e fêmeas é necessário ter alguma cautela ao generalizar os estudos realizados nos roedores para os seres humanos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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