Diálise diária oferece benefícios mas também riscos

Estudo conduzido pela Western University e Lawson Health Research Institute

14 fevereiro 2013
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Um estudo conduzido recentemente demonstrou que a diálise frequente comporta riscos para o paciente em termos do aumento de complicações na área onde é inserida a agulha.
 

A diálise implica a utilização de uma máquina que artificialmente executa as funções dos rins saudáveis, consistindo na eliminação das impurezas e água desnecessária do sangue. Cerca de dois milhões de pessoas em todo o mundo fazem tratamentos de diálise, existindo duas modalidades deste tipo de tratamento: a diálise convencional, que implica a sua realização três vezes por semana, e a diálise frequente, que consiste em tratamentos diários.
 

A diálise frequente normalmente melhora a saúde e qualidade de vida dos pacientes. Este tipo de tratamento requer um acesso mais frequente ao sangue, que é normalmente efetuado através de uma área de punção de longa duração através da qual se pode retirar e devolver o sangue. No entanto, desconhecia-se se os pacientes deste tipo de tratamento sofriam maiores complicações devido à utilização repetida da área de acesso ao sangue.
 

A equipa, dirigida por Rita Suri, da Western University e Lawson Health Reasearch Institute, no Canadá, conduziu dois estudos separados com a duração de 12 meses, os quais contaram com a participação de 245 pacientes.
 

Os participantes foram selecionados para cada grupo de forma aleatória, tendo os pacientes de um dos grupos recebido diálise frequente, ou seja seis dias por semana, no hospital, tendo os outros participantes recebido diálise convencional, ou seja, três dias por semana. Um grupo de 87 pacientes ficou ainda a receber diálise frequente ou convencional, em casa.
 

De uma forma geral, o grupo que recebeu a diálise frequente registou um índice 76% mais elevado de problemas na área de acesso ao sangue do que o grupo com a diálise convencional.
 

31% dos pacientes do grupo tratado no hospital necessitaram de tratamento ao local de acesso ao sangue, perderam o acesso ao local ou precisaram de hospitalização devido a problemas com o local de acesso ao sangue. O grupo que tinha sido submetido à diálise frequente foi o que teve mais complicações, com 33 reparações e 15 perdas da área de acesso ao sangue. O grupo que recebeu a diálise convencional registou 17 reparações e 11 perdas de área de acesso ao sangue.
 

Considerando que estudos anteriores tinham demonstrado que a diálise frequente melhora consideravelmente a saúde dos pacientes e diminui a mortalidade, este estudo reveste-se de particular importância, já que demonstra que esse tipo de tratamento acarreta complicações na área de acesso ao sangue que requerem a minimização das mesmas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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