Diagnóstico precoce da doença: desenvolvida estratégia

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

13 novembro 2015
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Uma equipa internacional de investigadores está a lançar uma estratégia única para descobrir a progressão da doença na sua fase inicial, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
 
Muitos pacientes com doenças graves não conseguem obter melhorias através dos medicamentos porque os tratamentos começam demasiado tarde. “Estamos a abordar um dos maiores problemas dos cuidados de saúde, que conduz a grande sofrimento e grandes custos em termos de medicamentos e desenvolvimento de fármacos. Uma razão importante é que o tratamento não é iniciado até o paciente ter sintomas suficientes para um diagnóstico que é determinado através de métodos convencionais”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Mikael Benson.
 
Neste estudo liderados pelos investigadores da Universidade de Linköping, na Suécia, os investigadores desenvolveram uma nova estratégia baseada na análise dos linfócitos T, um tipo de leucócito que está constantemente a patrulhar o organismo, combatendo os microrganismos e cicatrizando os tecidos danificados.
 
Os investigadores estudaram a atividade genética dos linfócitos T em 10 doenças inflamatórias, malignas e metabólicas. Foi utilizada uma tecnologia que permite a análise simultânea de cada um dos 20.000 genes humanos. Verificou-se que a atividade genética de todas as doenças difere das amostras saudáveis.
 
Através da utilização da bioinformática, os investigadores construíram um modelo matemático da ativação genética dos linfócitos T, que é utilizada para identificar os genes que iniciam a atividade.
 
“Assumimos que este tipo de genes podem ser utilizados para fazer um diagnóstico precoce. Para testar isto, estudamos os linfócitos T partir das etapas iniciais, sem sintomas, da esclerose múltipla e da alergia ao pólen. Confirmamos que estes genes podem funcionar como marcadores da doença mesmo quando os pacientes não têm sintomas”, explicou um dos autores do estudo, Mika Gustafsson.
 
“Os diagnósticos precoces ajudam a tornar o tratamento mais eficaz. A longo prazo, isto aumentará o interesse dos controlos regulares de saúde, que têm como objetivo descobrir, tratar e impedir a doença numa fase precoce”, conclui Mikael Benson.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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