Diagnóstico de fibrose pulmonar idiopática: biópsia nem sempre é necessária

Estudo publicado na revista “The Lancet Respiratory Medicine”

21 fevereiro 2014
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Os indivíduos que suspeitam ter fibrose pulmonar idiopática podem não ter que ser submetidos a uma biópsia para confirmação do diagnóstico, defende um estudo publicado na revista “The Lancet Respiratory Medicine”.

 

A fibrose pulmonar idiopática é uma doença que não tem cura e a maioria das pessoas apenas sobrevive três a cinco anos após o diagnóstico. Esta é uma condição que provoca pequenas cicatrizes no pulmão (fibrose), que pioram com o tempo, até que os pulmões deixam de ter capacidade de fornecer níveis de oxigénio adequados.
 

Esta doença é identificada através de uma tomografia computorizada de elevada resolução que consegue detetar o padrão de cicatriz característico em "favo de mel" o qual é conhecido habitualmente como pneumonia intersticial. Atualmente quando há suspeita desta doença pulmonar, mas não há sinais de uma padrão de pneumonia intersticial, é aconselhado os indivíduos serem submetidos a uma biópsia para confirmação do diagnóstico.
 

“Contudo, uma biopsia pulmonar está associada a riscos elevados e muitos dos pacientes são demasiado idosos, doentes, e/ou têm condições de comorbidade, para tolerar este procedimento invasivo”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Ganesh Raghu.
 

Assim, neste estudo, os investigadores Universidade de Washington, nos EUA, decidiram averiguar se a fibrose pulmonar idiopática poderia ser corretamente diagnosticada sem necessitar de uma biópsia.

 

Os investigadores mostraram a especialistas em radiologia e patologia, tomografias computorizadas de elevada resolução de 312 pacientes que tinham suspeita de ter a doença, mas em que o padrão de cicatriz característico em "favo de mel" não era visível.

 

Os especialistas foram capazes de diagnosticar com 94% de precisão os pacientes que sofriam de fibrose pulmonar idiopática apesar de as tomografias exibirem poucas ou nenhumas cicatrizes. A precisão destes diagnósticos foi comprovada pelos resultados das biopsias a que os pacientes foram submetidos.
 

“Os nossos resultados sugerem que quando uma equipa multidisciplinar de especialistas trabalha conjuntamente para interpretar um possível padrão de pneumonia intersticial num paciente com suspeita de fibrose pulmonar idiopática, a biópsia pulmonar poderá não ser necessária para definição do diagnóstico”, concluem os autores do estudo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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