Diagnóstico de doenças: novo método mais rápido, barato e preciso

Estudo publicado na revista “Nanoscale”

07 outubro 2013
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No sentido de melhorar a qualidade do processo de diagnóstico, investigadores dinamarqueses desenvolveram um método que tornará este processo mais rápido, de baixo custo e mais preciso, dá conta um estudo publicado na revista “Nanoscale”.
 

Os investigadores da universidade de Copenhaga, na Dinamarca, conseguiram este feito através da combinação de ferramentas utilizadas na física e para a investigação da biologia, duas disciplinas científicas habitualmente muito distintas uma da outra.
 

Muitas doenças podem ser diagnosticadas com os chamados biomarcadores. Há substâncias que, por exemplo, podem ser medidas numa amostra de sangue, mostrando que o paciente está a sofrer de uma determinada doença. Estes biomarcadores são muitas vezes proteínas encontradas em pequenas quantidades no sangue, tornando-as de difícil deteção. Através da sua medição, o diagnóstico é mais preciso e muitas doenças podem ser detetadas precocemente, antes do pacientes desenvolver sintomas severos.
 

Neste estudo os investigadores desenvolveram um método que otimiza a análise de proteínas, que utiliza “nanofios” para segurar as proteínas enquanto elas são analisadas. Um das autoras do estudo, Katrine R. Rostgaard, explica que habitualmente são utilizadas pequenas placas para imobilizar as proteínas. Contudo, a utilização destas nano estruturas permite a adição de uma terceira dimensão. Estas estruturas cilíndricas posicionam-se na vertical proporcionando uma maior de área contacto com as proteínas.
 

“Como temos uma maior área é possível aprisionar mais proteínas de uma só vez. Com este método é possível medir simultaneamente múltiplos biomarcadores e aumentar o seu sinal, proporcionando assim uma melhor qualidade de diagnóstico”, refere a investigadora.
 

Os investigadores explicam ainda que a “floresta de nano estruturas” é utilizada para capturar as proteínas em causa. Aquando da análise das proteínas é possível reutilizar os nanofios através da realização de vários testes à mesma proteína. Isto simplifica bastante o fluxo de trabalho comparativamente com o método convencional, onde é necessário começar de novo com uma nova placa para manter as proteínas, sempre que serealize uma nova análise. Para além das vantagens já mencionadas este é também um método amigo do ambiente e economicamente viável, para utilização nomeadamente na indústria.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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