Diagnóstico de Alzheimer à distância de uma análise ao sangue?

Estudo publicado na revista “Alzheimer's & Dementia”

13 dezembro 2018
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Uma equipa de investigadores está a elaborar uma análise ao sangue para detetar a presença da proteína tau, um dos sinais da doença de Alzheimer.
 
Como se sabe, o diagnóstico daquela devastadora doença neurodegenerativa é efetuado através de ressonância magnética ou de análises ao líquido cefalorraquidiano, por punção lombar. São exames caros e incómodos.
 
A nova análise está a ser desenvolvida por investigadores do Hospital Brigham and Women’s, EUA, e tem o potencial de substituir aquelas técnicas, de diagnosticar a doença com precisão e até de a prognosticar antes que os sintomas se manifestem.
 
A proteína tau ocorre como uma família de moléculas relacionadas entre si, com diferenças subtis. Considerando a complexidade da proteína, os investigadores elaboraram diferentes testes para medir as suas diferentes formas e identificaram um subgrupo em que é mais abundante em doentes com Alzheimer.
 
Conhecido como análise NT1, este demonstrou sensibilidade e especificidade diagnósticas suficientes. Por outras palavras, a análise NT1 revelou a capacidade de prognosticar casos de Alzheimer e ainda de excluir os controlos (em ensaios clínicos).
 
O teste foi ensaiado em dois grupos de pacientes com dois tipos de contextos demográficos diferentes, um com 65 participantes e o outro com 86, que confirmaram o potencial de diagnóstico e prognóstico da análise. 
 
Serão necessários grupos maiores de participantes para se confirmar a eficácia da análise. Os autores pretendem também estudar pacientes, durante períodos de tempo, para determinarem as alterações de tau no sangue à medida que a Alzheimer evolui e quais os índices da proteína antes do início dos sintomas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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