Diagnóstico da Depressão posto em causa

Estudos publicados no “British Medical Journal”

29 agosto 2007
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Um estudo publicado no “British Medical Journal” refere que os critérios médicos para diagnosticar a Depressão são de tal modo abrangentes que uma situação de infelicidade é tida como uma doença.
 

 

Um estudo da University of New South Wales, na Austrália, liderado por Gordon Parker, acompanhou 242 pessoas durante 15 anos e descobriu que, entre elas, mais de três quartos se encaixavam nos critérios utilizados actualmente para definir a doença.
 

 

Gordon Parker afirma que a definição de Depressão é difusa e acaba por conduzir os médicos - “influenciados por campanhas de marketing” - a tratarem estados emocionais normais como doença.
 

 

O especialista explica que quase todos os participantes analisados apresentaram sintomas como "sentimentos de tristeza e falta de ânimo" em algum momento da vida, o que não significa que pudessem ser enquadrados em casos de Depressão clínica, que requer tratamento.
 

 

"Nos últimos 30 anos, as definições tradicionais para se definir Depressão clínica expandiram-se para o território da Depressão considerada normal e, com isso, há o risco de que as depressões ligeiras, que são experiências comuns da vida, acabem por se transformar em algo patológico".
 

 

Num outro artigo, também publicado no “British Medical Journal”, o professor Ian Hickie contradiz a teoria de Parker e defende que o diagnóstico e o tratamento da Depressão reduziu o número de suicídios e acabou com o velho estigma que sempre rondou a doença mental. Para Hickie, se apenas os casos sérios fossem tratados, morreriam muitas pessoas desnecessariamente.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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