Diabético com células pancreáticas de porco continua de boa saúde 10 anos após o transplante

Caso relatado na revista “Xenotransplantation”

09 abril 2007
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Um homem diabético que há 10 anos recebeu um transplante de células pancreáticas de porco continua a produzir insulina após a realização da cirurgia.
 

 

A Living Cell Technologies (LCT), companhia de biotecnologia australiana responsável pelo procedimento, pretende, nos próximos meses, testar a experiência em mais diabéticos na Rússia e na Nova Zelândia.
 

 

O caso, divulgado na revista “Xenotransplantation”, pode abrir caminho para a cura da Diabetes, disse Bob Elliot, director da LCT. O homem que recebeu o transplante, um neozelandês agora com 41 anos, sofria de Diabetes tipo 1, (quando as células do pâncreas não produzem insulina, uma hormona que ajuda a controlar a taxa de glicose no sangue).
 

 

As células de porco foram injectadas no abdómen do paciente em 1996. Depois disso, a quantidade de injecções de insulina necessária para o doente se manter estável baixou 34% num ano. Em 2006, o homem afirmou ter continuado a sentir-se bem mas pediu à companhia que o reexaminasse novamente.
 

 

"Um exame cuidado mostrou que o controlo da Diabetes está muito melhor mesmo 10 anos após o transplante", afirmou Elliot. Os testes também mostraram que a insulina presente no sangue do paciente era de porco e não humana.
 

 

MNI- Médicos na Internet
 

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