Diabetes: tratamento precoce e agressivo pode reduzir incidência

Estudo publicado no “The Lancet”

13 junho 2012
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A adoção de medidas precoces e agressivas pelos indivíduos pré-diabéticos pode ser eficaz na redução do risco de desenvolvimento da diabetes tipo 2 anos mais tarde, sugere um estudo publicado no “The Lancet”.

 

A pré-diabetes é um “estado” de risco para o desenvolvimento da diabetes tipo 2. Os indivíduos com pré-diabetes têm níveis de glucose acima do normal, mas não tão elevados quanto os diabéticos.

 

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, nos EUA, estima que cerca de 79 milhões de americanos, ou seja mais de um terço da população adulta, tem pré-diabetes e cerca de uma em dez destas pessoas desenvolve diabetes. Assim, a descoberta de novas formas de reduzir a pré-diabetes poderá ajudar a diminuir a epidemia crescente desta doença.

 

Neste estudo os investigadores que integraram o Diabetes Prevention Program Outcomes Study contaram com a participação de 1990 indivíduos pré-diabéticos, 736 dos quais foram submetidos a alterações profundas no estilo de vida, 647 tomaram medicação para a diabetes e 607 tomaram um placebo.

 

Estudos anteriores já tinham constatado que, tanto a alteração profunda do estilo de vida, como a toma de medicação para a diabetes, reduziam efetivamente o risco da pré-diabetes evoluir para a diabetes.

 

No entanto, o atual estudo debruçou-se sobre os indivíduos que, além de não verem a sua condição de pré-diabetes evoluir para diabetes, tiveram os seus níveis de glucose normalizados, durante o período de acompanhamento. O estudo permitiu assim apurar que estes indivíduos apresentaram um risco 56% menor de desenvolver diabetes, durante os 5,7 anos em que foram acompanhados, independentemente do método utilizado para a redução dos seus níveis de glucose, e mesmo que esta tenha sido temporária.

 

Os investigadores também constataram que os pacientes que foram submetidos a alterações no estilo de vida, mas que nunca conseguiram normalizar os níveis de glucose foram os que apresentaram um maior risco de desenvolver diabetes, comparativamente ao grupo de controlo.

 

“Estes resultados chamam a atenção para a significativa redução do risco da diabetes quando numa situação de pré-diabetes os níveis de glucose são controlados, apoiando desta forma a alteração do tratamento habitual para um mais precoce e agressivo nos pacientes de elevado risco”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Leigh Perreault.

 

“A identificação das pessoas que conseguem controlar os níveis de glucose poderá ser uma forma importante de estratificar aqueles que estão sob maior ou menor risco de desenvolvimento da diabetes. Este tipo de estratificação poderá ajudar a identificar os indivíduos que necessitarão de tratamento adicional para impedir o desenvolvimento da doença ou para abrandar a sua progressão”, acrescentou ainda Natalia Yakubovich, da McMaster University, no Canadá.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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