Diabetes tipo 2: proteína reverte sintomas em ratinhos

Estudo publicado na revista “Nature”

21 julho 2014
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Investigadores americanos descobriram que a injeção de uma única dose de uma proteína, em ratinhos com diabetes induzido através da dieta, era capaz de restabelecer os níveis de açúcar para níveis saudáveis durante mais de dois dias. O estudo publicado na revista “Nature” poderá conduzir a uma nova geração de fármacos contra a diabetes, mais eficaz e segura.
 

O estudo levado a cabo pelos investigadores do Instituto Salk, nos EUA, demonstrou que o tratamento com a proteína FGF1 era não apenas capaz de manter os níveis de açúcar sob controlo, como também reverter a insensibilidade à insulina.
 

Os anti diabéticos que existem atualmente no mercado têm como objetivo aumentar os níveis de insulina. Estes também tentam reverter a resistência a esta hormona, através da alteração da expressão de genes associados com níveis baixos de glucose no sangue. Contudo, alguns dos fármacos que aumentam a produção de insulina, também fazem com que os níveis de glucose desçam em demasia.
 

Em 2012, esta equipa de investigadores já tinha constatado que os ratinhos que não apresentavam o fator de crescimento FGF1 desenvolviam rapidamente diabetes quando expostos a uma dieta com alto teor de gordura. Um achado que sugere que o FGF1 desempenha um papel importante no controlo dos níveis de glicose. Estes resultados também levaram os investigadores a equacionar o que aconteceria aos animais diabéticos se fosse administrado FGF1.
 

Neste sentido, os investigadores, liderados por Ronald M. Evans, injetaram FGF1 em ratinhos obesos de forma a averiguar o seu potencial impacto no metabolismo. Os resultados obtidos deixaram os investigadores bastante surpresos, uma vez que foi verificado que uma única dose de FGF1 fez com que os níveis de glucose baixassem rapidamente para níveis normais.
 

Os investigadores constataram que a FGF1 tinha numerosas vantagens relativamente ao cloridrato de pioglitazona o qual está associado a vários efeitos secundários indesejados. Foi verificado que mesmo em doses elevadas, o FGF1 não despoletou efeitos secundários ou diminui os níveis de glucose para níveis extremamente baixos e perigosos. Pelo contrário, as injeções restauraram a capacidade de o organismo regular naturalmente os níveis de insulina e glucose, mantando os níveis dentro de uma gama segura, revertendo eficazmente os sintomas da diabetes.
 

“O FGF1 poderá conduzir a um tipo mais normal de resposta comparativamente com outros fármacos, pois é rapidamente metabolizado e tem por alvo tipos de células específicas”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Salk Jae Myoung Suh.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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