Diabetes tipo 2: nova causa identificada

Estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”

15 outubro 2015
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Investigadores canadianos identificaram uma nova via molecular que controla a quantidade de insulina produzida pelas células pancreáticas, uma espécie de “interruptor” que ajusta a quantidade da hormona secretada quando há um aumento dos níveis de glucose no sangue, dá conta um estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”.

 

De acordo com um dos autores do estudo, Patrick MacDonald, este tipo de “interruptor” parece não funcionar na diabetes tipo 2, mas pode ser restaurado e ativado, restabelecendo assim o controlo adequado da secreção da insulina pelas células pancreáticas, denominadas ilhéus de Langerhans, nos indivíduos com diabetes tipo 2.

 

Este estudo, levado a cabo pelos investigadores da Universidade de Alberta, no Canadá, pode conduzir a novas formas de pensar a doença e ao desenvolvimento de novos tratamentos.

 

“Conhecer os ilhéus de Langerhans do pâncreas que produzem a insulina, saber como funcionam e como podem falhar pode conduzir a novas formas de tratar a doença, atrasar ou até impedir a diabetes”, disse, em comunicado de imprensa, Patrick MacDonald.

 

Dez milhões de canadianos têm diabetes ou pré-diabetes. De acordo com a Associação de Diabetes Canadiana mais de 20 canadianos são diagnosticados com a doença a cada hora. Esta é também a sétima principal causa de morte no Canadá e está associada a um risco aumentando de cegueira, danos nas células nervosas, acidente vascular cerebral, doenças cardíacas e outros problemas de saúde graves.

 

Patrick MacDonald acredita que o sucesso do estudo está relacionado com o acesso a dados fornecidos pelo IsletCore – Instituto de Diabetes de Alberta, que recolhe dados de células pancreáticas de dadores com e sem diabetes.

 

“Se queremos aprender mais sobre a diabetes e formas de prevenção, o estudo das células produtoras de insulina de dadores com diabetes é fundamental”, referiu o investigador.

 

Apesar de se terem conseguido novos e importantes avanços na luta contra a diabetes tipo 2, o investigador refere que ainda há muito trabalho a ser realizado. A capacidade de restaurar e consertar o “interruptor” nos ilhéus de Langerhans pode ter sido comprovada ao nível molecular, mas encontrar uma forma de traduzir estes achados na prática clínica pode demorar décadas.

 

No entanto, Patrick MacDonald adianta que, apesar de ainda não se saber o suficiente para parar a diabetes tipo 2, este é um grande passo para compreender o que não está a funcionar corretamente.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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