Diabetes tipo 2: hormona intestinal pode ajudar no tratamento

Estudo publicado na “Science Translational Medicine”

04 novembro 2013
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Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu um novo tratamento para a diabetes tipo 2, baseado numa molécula que atua nas hormonas estimuladoras da insulina, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
 

A GLP-1 e a GIP são hormonas produzidas no trato digestivo, que controlam o consumo de alimentos e vários processos metabólicos. Quando a glucose é ingerida, estas hormonas conduzem a um aumento de produção de insulina e a uma consequente redução dos níveis de glucose no sangue, mas também afeta a regulação do apetite e a metabolização de gorduras.
 

Na verdade, algumas destas ações são já utilizadas no tratamento da diabetes tipo 2. Análogos do GLP-1, bem como inibidores do DPP4, que se acreditam aumentar a ação da GLP-1, são utilizados para reduzir os níveis de glucose no sangue.
 

Neste estudo os investigadores do Helmholtz Zentrum München, Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, bem como investigadores de universidades dos EUA, desenvolveram uma estrutura molecular que combina o efeito das duas hormonas. Estas novas moléculas estimulam simultaneamente os dois recetores (GLP-1 e GIP) maximizando consequentemente os efeitos metabólicos, comparativamente com o efeito isolado de cada uma das moléculas.
 

Os cientistas observaram que estes co-agonistas (moléculas ativadoras) dos recetores da GLP-1 e da GIP melhoraram os níveis de glucose no sangue e conduziram a uma diminuição de peso e de gordura significativa. Os investigadores constataram ainda que a nova substância também melhorou o metabolismo nos humanos, para além dos efeitos benéficos observados em vários modelos animais.
 

“Estamos bastante entusiasmados com este agente multifuncional e acreditamos que poderá vir a fazer parte da nova geração de terapias personalizadas, uma vez que a razão entre GLP-1 e GIP pode ser ajustada dependendo das necessidades dos pacientes”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos líderes do estudo, Brian Finan.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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