Diabetes tipo 1: progressão impedida com fármaco da psoríase

Estudo apresentado na American Diabetes Association Scientific Sessions

28 junho 2013
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Investigadores americanos conseguiram impedir a progressão da diabetes através da utilização de um fármaco habitualmente utilizado no tratamento de uma doença dermatológica, a psoríase, revela um estudo apresentado esta semana na American Diabetes Association Scientific Sessions.
 

A diabetes tipo 1 é caracterizada por uma produção deficiente de insulina, o que obriga os pacientes afetados a injetar regularmente esta hormona para que os níveis de glucose permaneçam perto dos níveis normais. Apesar de esta doença poder ser controlada com a toma de insulina, esta não pode ser revertida ou curada. As complicações de longo prazo incluem problemas visuais, doença cardíaca, acidente vascular cerebral, problemas nas extremidades que podem muitas vezes conduzir à amputação.
 

Neste estudo, os investigadores da Indiana University School of Medicine, nos EUA, contaram com a participação de 49 indivíduos, com idades compreendidas entre os 12 e os 35 anos, que tinham sido recentemente diagnosticados com diabetes tipo1. A dois terços dos participantes foi administrado o fármaco alefacept e aos restantes uma solução salina. As injeções foram administradas semanalmente ao longo de três meses, os quais foram seguidos por mais três meses sem qualquer tratamento e novamente três meses de injeções.
 

Os investigadores referem que o alefacept é um fármaco imunossupressor que se associa e que interfere com a ação de determinadas células do sistema imunológico, os linfócitos T, que parecem estar envolvidas na destruição das células beta do pâncreas.
 

Um ano após o início do tratamento foi verificado que os indivíduos que foram tratados com este imunossupressor continuavam a ter o mesmo nível de insulina, enquanto nos indivíduos que receberam a solução salina a produção da hormona era menor. Estes últimos resultados são consistentes com a detioração que habitualmente ocorre após o diagnóstico da doença.
 

Caso estes resultados venham a ser comprovados em estudos de maior dimensão, este fármaco poderia manter a produção de insulina e evitar as complicações provocadas pela doença”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Mark R. Rigby.
 

"Estes resultados são extremamente promissores e oferecem a esperança de que a progressão da diabetes tipo 1 possa ser interrompida ou diminuída significativamente por um fármaco que foi bem tolerado e que não apresentou efeitos adversos graves", conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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