Diabetes tipo 1: possível terapia?

Estudo da Universidade de Cincinnati

19 junho 2014
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Investigadores americanos descobriram uma terapia capaz de reverter o início da diabetes tipo 1 em ratinhos, um achado que pode ajudar a combater esta doença nos humanos, dá conta um estudo apresentado nas sessões científicas da Associação Americana da Diabetes.
 

De acordo com esta associação, a diabetes tipo 1 é geralmente diagnosticada em crianças e adultos jovens, afetando cerca de 5% do total dos pacientes com diabetes. Na diabetes tipo 1, o organismo não produz quantidades suficientes de insulina e sem esta os níveis de glucose aumentam. Os sintomas associados a esta doença incluem micção frequente, sede excessiva e perda de peso, apesar de os pacientes ingerirem uma maior quantidade de alimentos.

 

Segundo os investigadores da Universidade de Cincinnati, nos EUA, a incidência da diabetes tipo 1 e das doenças autoimunes tem aumentado bastante desde os meados do século XX, possivelmente devido à baixa estimulação do sistema imune inato, que despoleta autoimunidade nas crianças e adultos. No caso da diabetes tipo 1, a autoimunidade faz com que um tipo de células imunes, os linfócitos T, ataque as células beta pancreáticas produtoras de insulina.

 

Estudos anteriores já tinham constatado que ratinhos diabéticos não obesos apresentavam alterações nas células imunes inatas e que um dos recetores presentes nesse tipo de células, o TLR4, desempenhava um papel importante no desenvolvimento da diabetes tipo1.

 

Neste estudo, os investigadores utilizaram um anticorpo monoclonal, o UT18, capaz de se ligar e ativar o TLR4, revertendo a diabetes numa elevada percentagem de ratinhos. “A causa desta reversão é a manutenção de células beta pancreáticas que produzem a insulina. Estas células são preservadas do ataque autoimune”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo.

 

De acordo com os investigadores, a chave para reverter a diabete tipo 1 em ratinhos envolve a deteção da doença no seu estádio inicial, a qual tem um tempo de atuação muito curto.

 

Os autores do estudo referem ainda que esta abordagem agora testada difere de outras utilizadas as quais interagiram diretamente com os linfócitos T. Os investigadores referem ainda que o sistema imune é constituído pelo sistema imune inato e adaptativo. Os linfócitos T e B fazem parte deste último sistema e respondem à presença de vários antigénios. Por outro lado, o sistema imune inato tende a ter uma resposta mais estereotipada.

 

Neste estudo, os investigadores focaram-se num recetor que está presente em células do sistema imune inato e que funciona de uma forma similar nos humanos. Apesar das devidas diferenças, este pode ser um alvo terapêutico promissor uma vez que já existe um agonista do TLR4 aprovado pela FDA e existem outros em desenvolvimento.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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