Diabetes tipo 1: nova forma de gerar células produtoras de insulina

Estudo publicado na revista “Cell Death and Disease”

05 agosto 2014
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Investigadores americanos descobriram um peptídeo, denominado ceruleína, capaz de converter células do pâncreas em células beta produtoras de insulina que se encontram destruídas nos indivíduos com diabetes tipo1, dá conta um estudo publicado na revista “Cell Death and Disease”.
 
“Encontrámos uma técnica promissora para a diabetes tipo 1 capaz de restaurar a capacidade de o organismo produzir insulina. Através da introdução da ceruleína no pâncreas, fomos capazes de gerar novas células beta produtoras de insulina, libertando os pacientes das doses diárias de administração de insulina”, revelou, em comunicada de imprensa, um dos autores do estudo, Fred Levine.
 
Neste estudo os investigadores do Instituto de Investigação Médica de Sanford-Burnham, nos EUA, analisaram de que forma ratinhos com a maioria das células beta destruídas (similar ao que ocorre na diabetes tipo 1) respondiam a injeções de ceruleína.
 
O estudo apurou que, nestes animais, contrariamente aos ratinhos controlo, a ceruleína foi capaz de fazer com que as células alfa existentes no pâncreas se diferenciassem em células beta produtoras de insulina. 
 
Posteriormente, os investigadores analisaram tecido humano do pâncreas de pacientes com diabetes tipo 1, tendo verificado que o mesmo processo induzido pela ceruleína também ocorria no pâncreas desses indivíduos. Constatou-se ainda que o processo de diferenciação de células alfa em beta não parece ter qualquer limitação de idade, ocorrendo em indivíduos mais velhos e mais novos e até mesmo naqueles que já tinham diabetes tipo 1 há décadas.
 
Fred Levine refere que, quando a ceruleína é administrada aos humanos, pode causar pancreatite. Assim, o investigador refere que o próximo passo envolve a descoberta das moléculas que são alvo da ceruleína nas células alfa e que despoletam a transformação nas células beta. “Precisamos de saber como é que este processo ocorre para desenvolvermos fármacos mais específicos”, disse Fred Levine.
 
Na opinião do investigador, para encontrar uma cura para a diabetes tipo 1 é também necessário perceber se as novas células beta produzidas poderão ser atacadas pela resposta autoimune, presente em todos os pacientes com diabetes tipo 1.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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