Diabetes tipo 1 e doença cardíaca: o que as associa?

Estudo publicado no na revista “Cell Metabolism”

10 maio 2013
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A diabetes tipo 1 parece aumentar o risco de doença cardíaca, em parte devido à estimulação da produção de uma proteína, a calprotectina, que está envolvida no processo inflamatória que induz a acumulação de placas de gordura nas artérias, dá conta um estudo publicado na revista “Cell Metabolism”.
 

A diabetes é conhecida por aumentar o risco de aterosclerose, uma doença na qual os depósitos de gordura, conhecidos como placas, se acumulam no interior das artérias. Com o passar do tempo, as artérias endurecem e torna-se mais estreitas, conduzindo ao aparecimento da doença arterial coronária e a outras formas de doença cardíaca.
 

A comunidade científica já sabia que a diabetes conduzia à aterosclerose, estando este processo associado ao aumento da circulação de leucócitos inflamatórios. Contudo, ainda não se sabia de que modo a diabetes induzia a proliferação destas células e o consequente aparecimento da doença cardíaca.
 

Neste estudo liderado pelos investigadores da Columbia University Medical Center, nos EUA, e realizado em ratinhos com diabetes tipo 1, foi observado que os níveis elevados de glucose estimulavam um tipo de leucócitos inflamatórios, os neutrófilos, a produzir a proteína calprotectina. Na medula óssea, esta proteína associa-se a um tipo de células mieloides progenitoras que estão envolvidas na produção de várias células sanguíneas. Esta associação resulta na proliferação de mais leucócitos inflamatórios. Por último, quando estes novos leucócitos entram em circulação, estimulam a progressão das placas nas artérias.
 

Após terem analisado os dados de cerca de 290 pacientes, os investigadores verificaram que os indivíduos que tinham desenvolvido doença arterial coronária apresentavam níveis significativamente mais elevados de calprotectina, comparativamente àqueles que não tinham desenvolvido esta doença.
 

“Os dados dos humanos parecem encaixar nos dos animais, na medida em que tanto os leucócitos como a calprotectina estão associados à doença cardíaca”, revelou, em comunicado de imprensa o coautor do estudo, Andrew J. Murphy.
 

De acordo com os investigadores, estes resultados chamam a atenção para a importância do controlo dos níveis sanguíneos para limitar a produção de células anti-inflamatórias que conduzem à aterosclerose.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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