Diabetes tipo 1: detetadas alterações nas ligações cerebrais

Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

28 dezembro 2018
  |  Partilhar:
Os pacientes com diabetes de tipo 1 apresentam uma rede de ligações cerebrais diferente em relação à de pessoas saudáveis, indicou um novo estudo.
 
Uma equipa de investigadores do Instituto de Neurociências e do Instituto de Sistemas Complexos da Universidade de Barcelona, Espanha, fez a descoberta através da análise de cérebros de pessoas com a doença e de pessoa saudáveis, por ressonância magnética e modelos estatísticos aplicados a sistemas complexos.
 
O achado reforça a ideia de os pacientes com diabetes de tipo 1 desenvolverem uma série de mudanças funcionais para se adaptarem às alterações cognitivas impostas pela doença. O achado pode ainda ajudar no diagnóstico da doença e no estudo de outras que causem alterações cognitivas.
 
Para o estudo, a equipa recrutou 15 pacientes com diabetes de tipo 1 e 15 pessoas saudáveis que funcionaram como grupo de controlo. Os participantes foram submetidos a tarefas com estímulos visuais que requeriam a memória de trabalho. O desempenho foi observado através de ressonância magnética. 
 
De forma geral, foram observados resultados semelhantes nas tarefas. Contudo, a análise das ligações cerebrais evidenciou diferenças importantes entre ambos os grupos. 
 
Com efeito, os pacientes com diabetes de tipo 1 apresentavam uma redução substancial em áreas de ativação no cérebro em relação aos voluntários saudáveis. Estes últimos demonstravam uma rede de ligações mais complexa.
 
Adicionalmente, a rede de ligações nos participantes com diabetes de tipo 1 afetava principalmente o cerebelo e o núcleo rubro. No grupo de controlo foi observado o envolvimento de outras áreas que se ativam quando se executa tarefas que envolvem a memória funcional.
 
“Estas alterações e o facto de os resultados das tarefas analisadas serem semelhantes, significam que o cérebro cria mecanismos de compensação para satisfazer exigências cognitivas que favorecem um melhor funcionamento”, concluiu Joán Guardia, primeiro autor deste estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentar