Diabetes tipo 1: descobertos problemas musculares em jovens ativos

Estudo publicado na revista “Diabetologia”

20 abril 2018
  |  Partilhar:
Um novo estudo descobriu que problemas de saúde muscular poderão constituir mais uma complicação para quem sofre de diabetes de tipo 1, mesmo para jovens fisicamente ativos.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade McMaster e da Universidade de York, ambas no Canadá, o estudo teve como base a análise de biópsias de músculos de jovens adultos, com e sem diabetes de tipo 1 e que excediam a prática de atividade física recomendada no Canadá para os diabéticos.
 
Como resultado, a equipa descobriu que as mitocôndrias (partes das células responsáveis por fornecerem a energia para as mesmas) apresentavam alterações estruturais e funcionais nos participantes com diabetes.
 
Com efeito, observou-se que as mitocôndrias das células musculares dos diabéticos tinham uma menor capacidade de produzirem energia para o músculo, e ainda libertavam quantidades elevadas de espécies reativas de oxigénio relacionadas com danos celulares.
 
Segundo os investigadores, aquelas alterações podem resultar num menor metabolismo, maior dificuldade para controlar a glicose no sangue e se não houver intervenção, pode acelerar o desenvolvimento de incapacidade.
 
Sendo assim, os achados deste estudo incluem saúde muscular debilitada à lista das complicações mais conhecidas provocadas pela diabetes de tipo 1, como doenças cardíacas, problemas renais e nervosos.
 
“Achamos que estas mitocôndrias disfuncionais são o que faz com que o músculo não use a glicose adequadamente e danifique também as células musculares nesse processo. Ficámos surpreendidos ao verificar que os músculos eram tão pouco saudáveis em jovens adultos com diabetes de tipo 1 que eram regularmente ativos”, disse Christopher Perry.
 
A equipa considera que apesar de serem necessários mais estudos, as diretrizes relativas à prática de exercício físico nesta população poderão ter que ser revistas de forma a que os músculos se mantenham o mais saudáveis possível.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentar