Diabetes: risco pode ser detetado anos antes

Estudo publicado na “Cell Metabolism”

09 novembro 2012
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Investigadores suecos descobriram uma proteína que poderá ajudar a prever o risco e desenvolvimento de diabetes tipo 2 vários anos antes do seu aparecimento, refere um estudo publicado na “Cell Metabolism”.
 

Quando um paciente é diagnosticado com diabetes tipo 2, a doença habitualmente já progrediu ao longo de vários anos causando danos nomeadamente nos vasos sanguíneos. Assim, a obtenção de um teste capaz de prever o risco de desenvolvimento desta doença seria bastante importante na medida que os pacientes poderiam começar a fazer desde de cedo um tratamento preventivo.
 

Neste estudo os investigadores da Lund University, na Suécia, compararam as células beta, produtoras de insulina, de indivíduos não diabéticos e diabéticos e verificaram que estes últimos apresentavam níveis significativamente superiores de uma proteína envolvida na inflamação, a SFRP4. Na opinião de um dos autores do estudo, Taman Mahdi, “a inflamação crónica enfraquece as células beta ficando estas com uma menor capacidade para produzir insulina. Apesar de haver vários fatores que podem influenciar esta condição a proteína SFRP4 é com certeza uma delas”.
 

O nível da SFRP4 no sangue dos indivíduos não diabéticos também foi quantificado em três ocasiões distintas e com um intervalo de três anos. Os investigadores verificaram que, em comparação com os participantes que tinha níveis desta proteína abaixo da média, os que tinham níveis acima da média apresentavam um risco cinco vezes maior de desenvolver diabetes nos anos seguintes.
 

Estes resultados mostram que “esta proteína é um fator de risco que está presente vários anos antes do diagnóstico da doença. Como também identificamos o mecanismo através do qual a SFRP4 impede a secreção da insulina, este marcador não só reflete um aumento do risco de diabetes como também o estado de progressão da doença”, referiu em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Anders Rosengren.
 

O investigador acrescentou ainda que se for possível, através de uma análise de sangue simples, informar um indivíduo de meia-idade, com peso normal, do risco de desenvolver diabetes durante os dez anos seguintes, este irá com certeza aumentar a sua motivação para adotar um estilo de vida mais saudável.
 

Os autores do estudo concluem que, por outro lado, estes resultados poderão também conduzir ao desenvolvimento de novos métodos terapêuticos contra a diabetes tipo 2 através do desenvolvimento de moléculas capazes de bloquear a SFRP4 nas células beta produtoras de insulina.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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