Diabetes: prevenção é a palavra-chave

11.º Congresso Português de Diabetes

11 março 2014
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No que diz respeito à diabetes, a prevenção continua a ser a palavra-chave disse o presidente da comissão organizadora do 11.º Congresso Português de Diabetes, que decorreu no passado fim-de-semana em Vilamoura.
 

Rui Duarte chamou atenção para o facto de 60% dos gastos com a saúde dos diabéticos em Portugal estarem relacionados com o tratamento de complicações e, “quanto menos as pessoas são vigiadas e têm acesso aos cuidados de saúde, mais complicações vão aparecer”.
 

O presidente da comissão organizadora do congresso da Sociedade Portuguesa de Diabetologia referiu ainda que, ”não há uma terapêutica que seja boa para todos os diabéticos, mas há terapêuticas que se adequam mais a uns que a outros”, acrescentando que a diabetes é cada vez menos encarada como uma doença isolada e deve ser encarada de modo diferente, consoante cada doente.
 

No que diz respeito à diabetes durante a gravidez e tendo em conta os resultados nacionais registados nos últimos três anos, o endocrinologista Jorge Dores refere que as previsões iniciais apontam para a triplicação do número de casos. Contudo, os registos nacionais revelam não existirem grandes alterações e as subidas registadas estão em sintonia com a tendência já anteriormente verificada.

 

Segundo Jorge Dores, Em 2008, a taxa de prevalência - o número de casos verificados por cada 100 mil habitantes - estava nos 3,9% e atualmente está nos 4,8%.
 

“Havia uma tendência para uma subida de meio ponto percentual ano a ano, e essa medida não se acentuou com estes critérios de diagnóstico. Pelo contrário, de 2011 para 2012, até houve uma diminuição de uma décima”, revelou o endocrinologista à agência Lusa.
 

Os estudos realizados permitiram ainda perceber que em 2012, 40% das grávidas com diabetes gestacional tiveram de recorrer a tratamento por insulina.
 

“Há exceções, mas, geralmente, há uma tendência de aumento de peso com a idade e a mulher que protela a sua gravidez, inevitavelmente é mais velha e tem geralmente mais peso, o que são dois fatores de risco para a diabetes gestacional”, explicou Jorge Dores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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