Diabetes pré-existente na gravidez aumenta risco de morte fetal e infantil

Estudo publicado na revista “Diabetologia”

02 dezembro 2013
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Os fetos e os filhos das mulheres grávidas com diabetes pré-existente apresentam um maior risco de morte, dá conta um estudo publicado na revista “Diabetologia”.
 

Apesar de estudos anteriores já terem constado que havia uma associação entre a diabetes pré-existente nas grávidas e a mortes dos seus fetos e filhos pequenos, as anomalias congénitas não tinham sido excluídas como causa de morte.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, utilizaram registos de uma população oriunda do norte de Inglaterra. Foram identificadas crianças cujas mães tinham diabetes pré-existente, 1.206 com diabetes tipo 1 e 342 com diabetes tipo 2. Foi estimado o risco relativo de morte fetal (morte do feto após as 20 semanas de gestação) e morte infantil (morte no primeiro ano de vida da criança).
 

O estudo apurou que as mulheres com diabetes pré-existente apresentavam um risco 4,56 vezes maior de os seus fetos morrerem e 1,86 vezes maior dos seus bebés morrerem comparativamente com as mulheres sem esta condição. Não foram encontradas diferenças no risco de morte fetal e ou infantil nas mulheres com diabetes tipo 1 comparativamente com aquelas com diabetes tipo 2.
 

Os investigadores constataram que as mulheres com hemoglobina glicada, uma medida padrão de controlo de açúcar no sangue, acima dos 6,6%, aquelas com retinopatia na pré-gravidez e a falta de suplementação de ácido fólico apresentavam um maior risco de sofrer uma morte fetal ou infantil.
 

A prevalência de morte fetal e de morte infantil foi de 3% e 0,7%, respetivamente, para as mulheres com diabetes pré-existente, comparativamente com o 0,7% e 0,4% das mulheres sem esta condição
 

Os autores do estudo referiram que, “felizmente que os nados mortos e as mortes infantis não são muito comuns, mas ainda podiam ser menores se as mulheres com diabetes fossem ajudadas a controlar mais eficazmente os seus níveis de glucose no sangue”.
 

“Sabemos que o ácido fólico reduz o risco de certas anomalias congénitas, como a espinha bífida ou lábio leporino, é por isso que as mulheres são aconselhadas a tomar suplementos pelo menos três meses antes de engravidar. Os nossos resultados sugerem que a adoção destas medidas também pode ajudar a reduzir o risco de morte fetal ou infantil mesmo nos bebés sem estas condições”, acrescentaram os investigadores.

 

Os investigadores aconselham as mulheres que estão a pensar em engravidar e que têm níveis de glucose no sangue elevados a tentar controlar estes níveis uma vez que mesmo pequenas diminuições podem ser benéficas para o bebé.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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