Diabetes: novas opções de tratamento?

Estudo publicado na revista “Cell Metabolism”

04 abril 2014
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Investigadores canadianos constataram que tanto as mulheres grávidas com diabetes gestacional e com diabetes tipo 2 apresentam elevados níveis de um metabolito da gordura que impede as células pancreáticas de secretarem insulina. O artigo publicado na revista “Cell Metabolism” sugere que o bloqueio destes efeitos poderá ajudar a impedir ou tratar a diabetes.
 

Cerca de metade das mulheres grávidas podem desenvolver diabetes, conhecida por diabetes gestacional, quando isto ocorre, estas mulheres apresentam um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 mais tarde na vida.
 

De forma a tentar averiguar quais os mecanismos responsáveis por estes dois tipos de diabetes, os investigadores da Universidade de Toronto, Canadá, analisaram mais de 340 moléculas em amostras de sangue de pacientes com diabetes gestacional, com diabetes tipo 2 e sem esta doença.
 

O estudo apurou que o sangue das pacientes com diabetes gestacional e diabetes tipo 2 apresentava vários metabolitos alterados, incluindo açúcares, aminoácidos e gorduras, comparativamente com o sangue das mulheres saudáveis. Foi verificado que um metabolito da gordura, denominado por CMPF, estava muito aumentado nas pacientes com um dos dois tipos de diabetes, comparativamente com aquelas sem esta condição.
 

Experiências realizadas em ratinhos demonstraram que a concentração aumentada do CMPF causava uma diminuição da secreção de insulina por parte das células beta do pâncreas, o que consequentemente conduzia ao desenvolvimento da doença.
 

Estudos posteriores demonstraram que o CMPF era capaz de entrar dentro das células beta e causar stress oxidativo e outros efeitos negativos. Contudo, os investigadores verificaram que estes efeitos poderiam ser impedidos através do tratamento com antioxidantes ou pelo bloqueio da entrada do CMPF nas células.
 

Com base nestes resultados, o primeiro autor do estudo, Kacey Prentice, acredita que o CMPF e o seu transportador representam novos alvos para a prevenção e tratamento da diabetes. “Se formos capazes de reduzir os níveis de CMPF no sangue, ou impedir que este entre nas células beta, acreditamos que conseguimos preservar as funções destas células”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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