Diabetes: nanopartículas poderão ajudar a evitar as agulhas

Estudo publicado na revista “Advanced Healthcare Materials”

26 novembro 2013
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Um novo avanço nanotecnológico poderá ajudar os diabéticos a administrar insulina sem dor através de um pequeno dispositivo de ultrassom, evitando assim a utilização de agulhas e as múltiplas injeções diárias, sugere um estudo publicado na revista “Advanced Healthcare Materials”.
 

Esta técnica, desenvolvida pelos investigadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, envolve a injeção de nanopartículas biocompatíveis e biodegradáveis na pele dos pacientes. As nanopartículas são constituídas por poli ácido (ácido láctico-co-glicólico) e contêm no seu interior insulina.
 

As nanopartículas têm carga negativa ou positiva, o que faz que, em solução, estas se atraiam e formem uma rede. Após ser injetada na camada subcutânea, a tal rede mantem todas as nanopartículas juntas impedindo que estas se dispersem no organismo. Os investigadores referem também que estas nanopartículas são porosas. Assim, uma vez no organismo, a insulina começa a difundir-se a partir destas.
 

Os autores do estudo explicam que os pacientes com diabetes tipo 1 ou tipo 2 avançado necessitam de insulina adicional, uma hormona que transporta a glucose da corrente sanguínea para as células. Estes pacientes têm de se injetar com insulina para que os níveis de glucose no sangue estejam dentro da “normalidade”.
 

Os investigadores, liderados por Zhen Gu, acreditam que, com a utilização desta nova técnica, os pacientes não necessitarão de injetar doses de insulina. Estes pacientes poderão utilizar um pequeno dispositivo que aplica ondas de ultrassom no local onde está localizada a rede de nanopartículas. Através da utilização deste tipo de ondas a rede é quebrada, permitindo consequentemente que a insulina comece a ser libertada lentamente na corrente sanguínea.
 

Os investigadores testaram esta técnica em ratinhos com diabetes tipo 1. Foi verificado que havia uma rápida libertação de insulina na corrente sanguínea e que a rede de nanopartículas continha uma quantidade suficiente de hormona para regular os níveis de glucose ao longo de 10 dias. Quando a insulina termina é injetada uma nova rede de nanopartículas, a anterior é dissolvida e absorvida pelo organismo em poucas semanas.
 

“Este avanço tecnológico irá certamente dar esperança a milhões de diabéticos em todo o mundo. Temos de continuar a traduzir estes estudos prometedores do laboratório para a prática clínica”, referiu, em comunicado de imprensa, o diretor do Chapel Hill's Diabetes Care Center, John Buse.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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