Diabetes: investigadora integra estudo europeu

Estudo a decorrer na Universidade College of London

13 dezembro 2016
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Uma investigadora portuguesa integra um consórcio europeu de desenvolvimento de novas terapêuticas para a diabetes, considerada uma das mais importantes doenças deste século, quer em incidência, quer como na consequência dos seus efeitos.
 
Mariana Monteiro, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), do Porto, tem contribuído com os dados da investigação clínica realizada na Universidade do Porto para este estudo de larga escala que está a decorrer no Center for Obesity Research da University College of London (UCL), no Reino Unido.
 
De acordo com o comunicado do ICBAS, ao qual a agência Lusa teve acesso, o estudo tem como objetivo “identificar os marcadores genéticos que permitem prever o resultado de um determinado tratamento da diabetes associada à obesidade de modo a permitir que no futuro possa vir a ser aconselhada a terapêutica que melhor se adequa às características de cada doente, tornando-a assim mais eficaz e personalizada”.
 
A investigação pretende também” identificar a resposta hormonal que ocorre após a cirurgia da obesidade ou cirurgia bariátrica responsável pela melhoria e remissão prolongada da diabetes, para identificar potenciais alvos para desenvolvimento de novos medicamentos que dentro de alguns anos possam ser administrados aos doentes com diabetes (tipo 2) com a mesma eficácia e dispensando a necessidade da cirurgia”.
 
O consórcio, sediado e coordenado no Reino Unido, conta com a participação de 14 investigadores de diferentes nacionalidades (Portugal, Inglaterra, França e Itália) e com um financiamento a rondar os seis milhões de libras (6,7 milhões de euros) do National Institute for Health Research (NIHR).
 
O programa de investigação em curso na UCL combina técnicas de ciência básica com a investigação clínica em voluntários saudáveis e pacientes obesos com diabetes tipo 2.
 
Em Portugal, a prevalência da diabetes situa-se nos 12,9% da população, dos quais 5,6% não estarão diagnosticados.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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