Diabetes envelhece o cérebro

Estudo publicado nos “Annals of Internal Medicine”

04 dezembro 2014
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A diabetes parece envelhecer o cérebro cerca de cinco anos, dá conta um estudo publicado nos “Annals of Internal Medicine”.
 

Os investigadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, constataram que os indivíduos diagnosticados com diabetes na meia-idade têm um maior risco de apresentar problemas cognitivos e de memória ao longo dos 20 anos seguintes, comparativamente com aqueles com níveis de açúcar normais.
 

Para ter “um cérebro saudável aos 70 é necessário adotar uma dieta saudável e praticar exercício físico aos 50 anos. Há um declínio cognitivo substancial associado à diabetes, pré-diabetes e a um deficiente controlo da glucose nos indivíduos com diabetes. Agora sabemos como impedir ou atrasar a diabetes associada a este declínio”, revelou em comunicado de imprensa a líder do estudo, Elizabeth Selvin.
 

Para este estudo, os investigadores acompanharam 15.792 indivíduos de meia-idade, que foram observados ao longo de quatro visitas com três anos de intervalo. Estas visitas começaram entre 1987 e 1989 e terminaram na quinta visita entre 2011 e 2013. A função cognitiva foi avaliada na segunda e na quinta visita.
 

Os investigadores compararam o nível de declínio cognitivo associado ao envelhecimento com o declínio encontrado nos participantes. O estudo apurou que o declínio era 19% maior do que o esperado nos participantes com diabetes mal controlado, e um menor declínio nos que tinham a diabetes e a pré-diabetes controlados. Estes resultados mantiveram-se inalterados independentemente de os participantes serem de raça negra ou branca.
 

De acordo com Elizabeth Selvin, estes resultados chamam a atenção para a importância do controlo de peso, da prática de exercício e da adoção de uma dieta saudável na prevenção da diabetes. A investigadora refere que perder apenas 10% do peso corporal pode impedir o desenvolvimento da doença.
 

“Se pudermos fazer um melhor trabalho na prevenção e no controlo da diabetes, podemos impedir a progressão da demência em muitas pessoas. Mesmo atrasar a demência por poucos anos pode ter um grande impacto na população, desde a qualidade de vida até aos custos de saúde”, conclui a investigadora.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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