Diabetes: dieta mediterrânea sem pequeno-almoço é a melhor opção

Estudo publicado na revista “PLoS ONE”

03 dezembro 2013
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Investigadores suecos sugerem que é melhor para os indivíduos com diabetes ingerirem uma refeição maior do que fazerem várias refeições ao longo do dia, refere um estudo publicado na revista “PLoS ONE”.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Linköping, na Suécia, compararam o efeito de diferentes dietas nos níveis de glucose, lípidos e hormonais de pacientes com diabetes tipo 2. As dietas testadas incluíram a dieta com baixo teor de gordura, baixo teor de hidratos de carbono e dieta mediterrânica. O estudo incluiu a participação de 21 pacientes, os quais testaram aleatoriamente as três dietas. Ao longo de cada teste, foram recolhidas amostras de sangue.
 

Na dieta com baixo teor de gordura, tradicionalmente recomendada nos países nórdicos, cerca de 55% da energia total provém de hidratos de carbono. Relativamente à dieta com baixo teor de hidratos de carbono aproximadamente 20% e 50% da energia total resulta da ingestão de hidratos de carbono e de gordura, respetivamente. A dieta mediterrânica foi apenas composta por uma chávena de café ao pequeno-almoço, com o total do conteúdo calórico correspondente ao pequeno-almoço e almoço acumulado num grande almoço.
 

O conteúdo calórico total inclui a ingestão de cerca de 150 a 200ml de vinho tinto francês à hora do almoço. Na dieta mediterrânica os níveis de hidratos de carbono consumidos situavam-se entre aqueles presentes na dieta com baixo teor de gordura e na dieta com baixo teor de hidratos de carbono. O azeite e os peixes gordos foram as principais fontes de gordura.
 

O estudo apurou que a dieta com baixo teor de hidratos de carbono aumentava menos os níveis de glucose que a dieta com baixo teor de gordura, mas os níveis de triglicerídeos tendiam a ser mais elevados.
 

Para os investigadores, foi interessante ter observado que a dieta mediterrânica sem pequeno-almoço e com um farto almoço com vinho, não induziu a um maior aumento nos níveis de glucose que o almoço característico da dieta com baixo teor de gordura.
 

“Estes resultados sugerem que no caso da diabetes é mais benéfico fazer uma refeição maior que ingerir várias refeições pequenas, e é surpreendente como muitas vezes se fala nos benefícios da dieta mediterrânica mas esquece-se que também significava, tradicionalmente, a ausência de um pequeno-almoço. Os nossos resultados sugerem que a composição das refeições dos pacientes com diabetes deveria ser reconsiderada”, conclui um dos autores do estudo, Fredrik Nystrom.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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