Diabetes: desenvolvido novo teste de diagnóstico

Estudo publicado na revista “Diabetes Care”

20 novembro 2015
  |  Partilhar:
Investigadores do Reino Unido desenvolveram um novo teste para ajudar a diagnosticar a diabetes, que poderá conduzir a um diagnóstico mais eficaz da patologia, dá conta um estudo publicado na revista “Diabetes Care”.
 
O estudo realizado pelos investigadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, demonstrou como um teste genético pode ajudar os médicos a diferenciar entre a diabetes tipo 1 e 2, em jovens adultos.
 
Com o aumento dos níveis de obesidade é por vezes difícil os médicos distinguirem a diabetes tipo 1, que necessita de tratamento com injeções de insulina e a diabetes tipo 2 que pode ser controlada através da dieta e perda de peso. Os investigadores desenvolveram uma pontuação de risco genético que pode ajudar a identificar os indivíduos entre os 20 e os 40 anos que necessitam de tratamento com insulina.
 
“Será uma medida importante para promover uma classificação correta dos indivíduos com diabetes e irá melhorar o número de indivíduos que recebem o tratamento apropriado quando são diagnosticados, especialmente as pessoas cujo diagnóstico se sobrepõe entre a diabetes 1 e 2”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Richard Oram.
 
O investigador refere que habitualmente não há volta atrás quando o tratamento com insulina é iniciado. Na opinião de Richard Oram, isto pode evitar que as pessoas com diabetes tipo 2 tenham de ser tratadas com insulina desnecessariamente. Por outro lado, pode também impedir que a ocorrência rara, mas séria de indivíduos com diabetes tipo 1 que são inicialmente tratados de forma inadequada com comprimidos e correm risco de doença grave. 
 
No estudo os investigadores desenvolveram um teste que mede 30 variações genéticas no ADN e combina todos os riscos associados com uma pontuação única, que pode posteriormente funcionar como um sumário do risco genético para a diabetes tipo 1. Uma pontuação elevada indica a presença de diabetes tipo 1 e uma pontuação baixa de diabetes tipo 2.
 
Os investigadores acreditam que estes dados poderão fornecer formação adicional importante para os médicos na altura do diagnóstico. Na sua opinião o teste pode ser utilizado em paralelo com os testes habitualmente utilizados que medem a presença de anticorpos.
 
“Ter esta informação sobre a diabetes e sobre o risco genético poderá fazer uma grande diferença na forma como os pacientes sentem que estão a ser tratados. Se falarmos com indivíduos com diabetes eles querem frequentemente saber por que motivo desenvolveram a doença e se algum do seu risco da doença é genético”, explicou, Richard Oram.
 
Os investigadores estão atualmente a desenvolver um teste que qualquer laboratório pode utilizar de uma forma barata e rápida.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.