Diabetes: até um quarto dos pacientes desenvolve úlceras nos pés

Alerta do autor das novas guidelines

02 maio 2013
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Entre 12 a 25% dos pacientes com diabetes desenvolvem úlceras no pé, habitualmente designadas por pé diabético, de acordo com o autor das novas guidelines para o tratamento desta condição, Armando Mansilha.
 

De acordo com este especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular e professor na Faculdade de Medicina do Porto, os pacientes com esta doença têm o risco de amputação aumentado 15 a 30 vezes por comparação aos não diabéticos.
 

“Em Portugal, no ano de 2011, registaram-se quase dois mil doentes com diagnóstico de pé diabético, tendo sido realizadas 1.456 amputações, 670 das quais implicaram a excisão de uma parte significativa do pé”, disse à agência Lusa o especialista, referindo que “a taxa de mortalidade entre amputados chega aos 40% nos dois anos após a primeira cirurgia”.
 

Armando Mansilha considerou que “as úlceras do pé diabético e as suas consequências representam uma tragédia para os pacientes e para as suas famílias e um custo significativo para os sistemas de saúde e para a sociedade em geral”.
 

“É absolutamente necessário adotar uma abordagem multidisciplinar para tratar este problema e evitar a amputação. O pé diabético não é sempre igual, pelo que o tratamento deve ser adaptado a cada caso”, defendeu o autor das novas guidelines para o tratamento do pé diabético, já publicadas no The Journal of Cardiovascular Surgery.
 

O especialista referiu que “a primeira preocupação dos clínicos deve ser a prevenção”, considerando, por isso, fundamental “educar o doente e a família, sobretudo nos casos de maior risco, relativamente às medidas de higiene a adotar, hidratação, inspeção regular do pé e uso de calçado adequado pode fazer a diferença”.
 

Relativamente ao tratamento, “é a prescrição criteriosa de antibióticos, o cuidado com a aplicação e mudança de pensos e a recuperação do tecido através da criação de novos vasos sanguíneos (revascularização) que ditam o sucesso terapêutico”, acrescentou.
 

Assim o especialista apela aos profissionais de saúde para que “não removam tecido necrótico não infetado que possa ser reabilitado” através da revascularização. A hospitalização do doente deve ser realizada quando há “infeções severas, feridas profundas, sinais de isquemia grave ou a perceção de que os cuidados em casa não serão adequados”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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