Diabetes associada ao tempo de permanência sentado

Estudo publicado na revista “American Journal of Preventive”

07 março 2012
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As mulheres que passam longos períodos de tempo sentadas têm um maior risco de desenvolver diabetes tipo 2, dá conta um estudo publicado no “American Journal of Preventive”.

 

Para o estudo, os investigadores da University of Leicester, no Reino Unido, contaram com a participação de 500 homens e mulheres que tinham uma média de 40 anos de idade, os quais foram submetidos a análises sanguíneas para avaliação dos níveis de algumas substâncias químicas associadas à diabetes e à disfunção metabólica. Os participantes foram também questionados sobre o tempo que permaneciam sentados durante a semana.

 

O estudo revelou que as mulheres que passavam mais tempo sentadas apresentavam níveis mais elevados de insulina, assim como de proteína C reativa e outras substâncias libertadas pelo tecido adiposo no abdómen, leptina e interleuquina 6, que são indicadores de inflamação.

 

Os investigadores, liderados por Thomas Yates, constaram que a associação entre o tempo que se permanecia sentado e o risco de desenvolvimento da diabetes era maior nas mulheres do que nos homens. Apesar de não terem conseguido identificar qual a razão para esta diferença, foi sugerido que as mulheres têm mais tendência a comer durante atividades sedentárias enquanto os homens tendem a se envolver em atividades mais vigorosas quando se levantam.

 

Thomas Yates revelou, em comunicado enviado à imprensa, que estes resultados mostram que ”permanecer longos períodos de tempo sentado tem um impacto negativo na resistência à insulina e na inflamação crónica nas mulheres, sendo este efeito independente da quantidade de exercício realizado. O que sugere que mesmo que as mulheres pratiquem cerca de 30 minutos de exercícios por dia ainda podem comprometer a sua saúde se permanecerem o resto do dia sentadas”.

 

O investigador conclui que permanecer pouco tempo sentado pode ser um fator importante para a prevenção de doenças crónicas, nas mulheres.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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