Diabetes: alternar velocidade de exercício é benéfico

Estudo publicado na revista “Diabetologia”

08 agosto 2014
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Os indivíduos com diabetes tipo 2 deveriam andar a velocidades alternadas em vez de andar a uma velocidade constate de forma a terem um melhor controlo da glucose no sangue, sugere um estudo publicado na revista “Diabetologia”.
 

Os efeitos da prática do exercício físico no controlo da glucose nos indivíduos com diabetes tipo 2 estão bem documentados. Contudo, ainda continua por definir o tipo e a intensidade de exercício. Habitualmente, o exercício de elevada intensidade não é aconselhado para este tipo de pacientes, devido ao receio de induzir danos e desencorajar os pacientes de continuar a praticar exercício. No entanto, o exercício físico de elevada intensidade melhora mais o controlo glicémico que a atividade física de baixa intensidade.
 

Os investigadores da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, já tinham constatado em estudos anteriores que andar a velocidades alternadas era mais benéfico no controlo da glicemia, comparativamente com a prática do mesmo exercício a uma velocidade constante. Agora, neste estudo, a mesma equipa de investigadores decidiu analisar os mecanismos responsáveis por este efeito.  
 

Os pacientes incluídos no estudo foram divididos em três grupos distintos: um grupo de controlo, outro em que a velocidade do exercício foi alternada e o terceiro em que a velocidade foi constate. Os participantes realizaram cinco sessões de treino semanais, de 60 minutos por sessão.  
 

Os pacientes foram submetidos a exames para medição da secreção e metabolismo da insulina. Foram ainda retiradas biópsias para avaliar a sinalização da hormona. Estas variáveis foram medidas antes e após as quatro semanas de intervenção.
 

O estudo apurou que apenas se observou uma melhoria no controlo da glucose no grupo que andou a velocidades alternadas. Este efeito foi provavelmente causado pelo fato de este tipo de exercício aumentar a sensibilidade à insulina e a disponibilidade da glucose periférica, o que sugere uma melhoria no metabolismo. Este grupo foi o único em que foram observadas melhorias na sinalização da insulina no sistema músculo-esquelético. Não ocorreram quaisquer modificações nos outros dois grupos.
 

“O achado mais importante do estudo está relacionado com o facto de o exercício de velocidade alternada aumentar a sensibilidade à insulina, sem se ter observado uma diminuição da secreção de insulina, melhorando, assim, o impacto global da insulina nos níveis de glucose dos pacientes”, concluíram os autores do estudo.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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