Dia Mundial dos Deficientes

Espondilíticos portugueses requerem construção de primeira Unidade de Prestação de Cuidados de Saúde

03 dezembro 2002
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No âmbito das comemorações do Dia Mundial dos Deficientes, que hoje se assinala, os Espondilíticos portugueses requerem construção de primeira Unidade de Prestação de Cuidados de Saúde.
 

 

A Associação Nacional da Espondilite Anquilosante (ANEA), no âmbito das comemorações do Dia Mundial dos Deficientes leva a cabo uma iniciativa de recolha nacional de assinaturas destinada a requerer, junto dos Ministérios da Saúde e Segurança Social, a adopção de medidas que possibilitem aos espondilíticos portugueses e à ANEA a obtenção e a promoção de melhores condições de saúde.
 

 

Destes pedidos destaca-se o apoio financeiro à construção da primeira Unidade Operacional de Prestação de Cuidados Intensivos em São Domingos de Rana (Cascais) de modo a poder realizar consultas de orientação da condução
 

da evolução da doença espondilítica, prestação de classes de exercícios em horário pós-laboral, hidrocinesiterapia em piscina, atempada reabilitação proprioceptiva dos desvios de alinhamento postural, reconhecimento rápido de situações de crise e complicações, formação de familiares e amigos
 

influentes de como prestarem apoio e ajuda e contornarem situações de disfunção familiar, a criar um centro documental e uma base de dados sobre a doença em Portugal.
 

 

A atribuição, para efeito de contagem de tempo de reforma, a equiparação a outras patologias de impacto social como a Esclerose Múltipla e a Sida, como já pedido em 3 de Agosto de 2001, na então Secretaria de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, sem resposta desta entidade é outro
 

dos pontos apresentados na Petição, segundo nos informou a comissão.
 

 

Outro dos aspectos descritos na petição é a elevação da percentagem de comparticipação estatal no respeitante à aquisição de AINEs e financiamento a nível hospitalar de novos fármacos para os casos rebeldes a essa terapêutica, em paralelo ao que já sucede para outras patologias.
 

 

Para Filipe Rocha, Presidente da ANEA, "esta iniciativa assume capital importância na medida que a Espondilite Anquilosante é uma questão social porque acompanha o indivíduo nos períodos de maior responsabilidade
 

socio-familiar e de maior actividade socio-profissional, dado ter o seu pico de incidência entre os 22 e os 23 anos de idade, tornando-se, desde logo, uma inimiga fiel que têm de ser conduzida com extrema atenção para que quem a sofre não se veja precipitado numa cachoeira de complicações com
 

incapacidade precoce e velhice antecipada".
 

 

Actualmente, estimam-se em 30 mil as pessoas que em Portugal, sofrem de Espondilite Anquilosante (EA). Trata-se de uma doença de padrão inflamatório e de raiz imunitária em terreno genético que, se for deixada em evolução livre, desorganiza completamente a arquitectura da coluna
 

vertebral.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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